Eliminando Operadoras de Planos de Saúde

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Trabalhar com Operadoras de Planos de Saúde é algo inevitável. A grande maioria da população brasileira mal pode pagar um plano de saúde, imagine, um tratamento particular de Fisioterapia.

Isso não significa que devemos permanecer estáticos, lamentando diariamente que os valores não são corrigidos e procurando culpa em sei lá quem. Comparo o trabalho com OPS com uso do “sal”, que ajuda a temperar os primeiros anos como profissionais, mas, após incorporado em nosso cotidiano, nos consome em trabalhos burocráticos intermináveis para o pedido de autorizações, envio de guias e preparo de recursos de glosa.

O segredo para sair desse ciclo não está na escolha de nenhum método fantástico ou caro para se trabalhar. Muitos desses, tornam-se inacessíveis e para que possamos transformá-los em dinheiro precisaremos, não apenas do conhecimento técnico, ou de uma sala bem arrumada.

Então, por onde começar? O que devo fazer para não ficar a mercê dos vampiros da saúde que sugam a força de trabalho de milhares de Fisioterapeutas no Brasil? A palavra, é simples e curta: GESTÃO!!

Identificar:

• Público alvo,

• Custos fixos e variáveis,

• Estratégias de marketing,

• Como será o fluxo de caixa,

• Qual faixa de preço deve-se ou pode-se cobrar,

• Quem será a concorrência,

• Quais são os modismos

Esses são apenas alguns dos itens que o Fisioterapeuta Empresário deve conhecer e praticar. Tudo que fora mencionado acima, deve ser aplicado de forma pragmática, longe das paixões que cercam nosso cotidiano. Esse estudo é constante e sempre deve retroalimentar-se de mais informações sobre a rotina do trabalho diário.

A partir do momento que você se conhece, conhece o seu cliente e conhece como a operadora trabalha, você poderá aos poucos não depender mais dessa “cesta de ovos”. Mas para que isso ocorra é necessário colocar o medo e o comodismo no local certo.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Os barquinhos

SONY DSCEra uma vez um barquinho chamado CONHECIMENTO. Conhecedor dos 7 mares ele ficava horas imaginando como seria entrar mar a dentro, pois, como se dedicava muito na busca do saber não tinha tempo para praticá-lo.

Certo dia surgiu uma jangada chamada PRÁTICA. Essa sim, realizava todas as manobras no mar e logo chamou a atenção do CONHECIMENTO. Ela, embora muito decidida, não sabia como chegar aos seus objetivos, pois preocupava-SE somente na realização das manobras marítimas e nunca com o planejamento.

Os 2 começaram a namorar e as coisas corriam bem, mas a VAIDADE que andava perambulando solitária pelo mundo seduziu os 2 com um mapa muito bonito chamado IMPETO. Esse era tão poderoso que cegava e ensurdecia quem o utilizasse.

O CONHECIMENTO foi o primeiro a ser fisgado. Dizia ele, agora, não depender mais da PRÁTICA. Porém, bastou uma tempestade branda que esse quase naufragou. Com muito esforço conseguiu chegar em terra firme.

A PRÁTICA resolveu se aventurar muitas milhas da costa. O IMPETO substituiria o CONHECIMENTO, e isso seria suficiente, mas se viu perdida sem saber como voltar. Foi por pura sorte que um vento a jogou em terra firme depois de 1 semana a deriva em alto mar.

Um tempo depois um sábio ouvindo a história de amor se desfazer pela VAIDADE passou a aconselhar os jovens lhe entregando um talismã chamado HUMILDADE. Dividido em 2 partes iguais o mesmo só teria poder se ambos permanecessem juntos. Quando o CONHECIMENTO e PRÁTICA não andam de mãos dadas surge a VAIDADE mostrando que o IMPETO é o melhor caminho, mas ainda bem a HUMILDADE os mantém unidos para navegarem sem parar levando paz e harmonia para toda a humanidade.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra

Caminhando juntos

fisioterapeuta

A história das profissões é tão antiga quanto a história da humanidade. Somos o que resolvemos fazer diariamente. Assim sendo, nossas atividades profissionais vão muito além de meras ocupações para gerar dinheiro, mas caracteriza o nosso papel no mundo.

Atualmente, a Fisioterapia no Brasil está em franca evolução. Não me limitarei, aqui, em descrever avanços científicos, pois esses já são bem notórios, mas de conquistas políticas e sociais que nos firmam como verdadeiros profissionais da saúde.
Se um dia fomos técnicos, hoje não mais. Se um dia dependemos de encaminhamentos com receitinhas, hoje não mais. Se um dia éramos “empregados” que tínhamos que seguir o que o “chefe” mandava, hoje somos PROFISSIONAIS LIBERAIS, FISIOTERAPEUTAS EMPRESÁRIOS que geram emprego e renda, contribuindo, dessa forma, para o crescimento de nosso país.

O MOVIMENTO ASSOCIATIVO NA FISIOTERAPIA é uma realidade, e AQUELE QUE NEGLIGÊNCIA ISSO perderá uma excelente oportunidade de VERDADEIRAMENTE CONTRIBUIR para NOSSA PROFISSÃO. Pensamentos podem até inspirar, palavras, podem até convencer, mas somente gestos consolidam nossos planos.

Não devemos esperar a atitude ou o exemplo de ninguém para criarmos nossa independência. Pois, isso, na essência já é uma dependência.

Por tudo isso faço aqui o meu apelo a todos os ACADÊMICOS, COORDENADORES DE CURSO, FISIOTERAPEUTAS E EMPRESÁRIOS DA FISIOTERAPIA – VAMOS CAMINHAR JUNTOS, POIS, CONQUISTAS ISOLADAS SÃO MOMENTÂNEAS, MAS CONQUISTAS COLETIVAS SÃO ETERNAS.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra

Falando um pouco sobre Fisioterapia Profissional

Fisioterapia_Profissional

A Fisioterapia começou a ser praticada no Brasil no final do século XIX no Rio de Janeiro na “Casa das Duchas”, idealizada pelo médico Arthur Silva. No início do século XX, mas precisamente em 1919, foi fundado o Departamento de Eletricidade Médica pelo professor Raphael de Barros na Faculdade de Medicina da USP.

Passaram 10 anos e em 1929 foi fundado o Serviço de Fisioterapia do Instituito Radium Arnaldo Vieria de Carvalho pelo Dr.Waldo Rolim de Morais no local do hospital Central da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Naquela época, os médicos eram os profissionais que realizavam os procedimentos fisioterapêutico.

Com o aumento do número de pacientes, foi observado que esses profissionais precisavam de “auxiliares” que conduziriam o paciente ao longo dos procedimentos prescritos. Então, em 1951, Waldo Rolim de Morais planejou o 1º curso de Fisioterapia do Brasil com o objetivo de formar técnicos em fisioterapia, funcionava no 7º andar do instituto da criança. O curso era dão pelos próprios médicos do hospital. Os alunos eram avaliados por médicos e enfermeiros.

Esse curso permaneceu até 1958. Em 1956 a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação, no Rio de janeiro, cria o primeiro curso de Fisioterapia de nível superior do país, no Rio de Janeiro. Podemos relatar que tanto o surto de Polimielite como a 2º Guerra mundial foram grandes molas na criação da profissão de Fisioterapeuta.

No inicio dos anos 60, um parecer do MEC forneceu as primeiras exigências curriculares para o curso de “técnicos em reabilitação”. A fisioterapia acabou sendo reconhecida como profissão no final dos anos 60, para se mais preciso pelo decreto 938 de 13 de outubro de 1969. Atualmente, a fisioterapia completa 44 anos de regularidade e vem ganhando um espaço muito importante na saúde pública.

Infelizmente, existem grupos que ainda não conseguiram entender a verdadeira importância do profissionalismo em nossa área. Acadêmicos de fisioterapia, mal informados, lotam as grandes clínicas de fisioterapia e realizam procedimentos sem a devida supervisão legal. Se comportam na realidade como os “auxiliares de fisioterapia” do começo do século XX. É preciso que o usuário do serviço de saúde suplementar não aceite essa situação, pois são inúmeros os erros cometidos por esses “falsos profissionais” que ”iludidos” abandonam os conceitos acadêmicos, e se especializam em ligar e deslizar equipamentos.

Conheça a TUSS

TUSS

A TUSS ou Terminologia Unificada da Saúde Suplementar é uma tabela que foi criada pela ANS (Agência Nacional de Saúde) e tem como objetivo padronizar a nomenclatura utilizada pelas diferentes OPS (Operadoras de Planos de Saúde).

Desde o início da Prestação de Serviços Fisioterapêuticos no Brasil que as OPS baseavam-se na tabela da AMB e descreviam procedimentos fisiátricos. É importante salientar, que essa tabela não menciona valores, esses são discutidos no mercado, mas, terminologia.

Hoje, após um trabalho incansável do Coffito e de colegas como Marlene Izidro, Tatiana Rodrigues,Tulio Germano Machado Cordeiro, Iaponira Pimentel, Antônio Tomáz de Aquino, Morgana Sfreddo, Paula de Souza Cardoso e Silva, Mário Luis da Silva Pereira, Fernando Muniz dentre outros, nós, Fisioterapeutas conseguimos codificar nosso Referencial de Procedimentos de acordo com a TUSS. Isso significa que as operadoras precisarão adequar-se a nossa nomenclatura e não mais utilizar tabelas próprias ou então tabelas médicas que não descrevem nossa realidade.

A formalização de Associações é importantíssimo para o início de qualquer negociação com os planos de saúde, pois o prestador nunca terá força suficiente para negociar a longo prazo com a as operadoras. Atualmente, existem em torno de 18 associações já formadas e trabalhando em parceria com os Conselhos para juntos alcançar nossos objetivos.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra

A Fisioterapia na Internet

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Procuro ler sempre blogs, comentários e propagandas sobre minha querida profissão, Fisioterapia, todos os dias. Consegui identificar, em minha opinião, alguns tipos de situações:

– A primeira é que existem muitos colegas (alunos e profissionais) que se chateiam muito com a história dos protocolos de Fisioterapia. Aquela velha ladainha da receita do Ondas Curtas, Ultrassom e Tens.

– A segunda, é justamente a continuidade da primeira, que mostra como saída é a Terapia Manual. Pois o tratamento é individual e ai cada caso é um caso. Como se não houvesse protocolos de atendimento na terapia manual.

– A terceira, é o povo que não é mais Fisioterapeuta, mas que passa pra todo mundo que tudo que conseguiu na vida foi como   Fisioterapeuta e ai vende os seus produtos e serviços.

– A quarta é a turma do barato coletivo. Sem comentários.

– A quinta, é do pessoal que tapa o sol com a peneira dizendo que a gente só tem que atender os ricos. É porque não compensa atender planos de saúde. Não existe classe média e o povo é um detalhe.

– A sexta, é o povo que começa a falar da Fisioterapia e mistura com os problemas nacionais e não reponde nada. Ai é fácil identificar.

– A sétima é a turma dos novos conceitos tipo Pilates Evolution, Pilates Aquático, Pilates Aéreo, Pilates Subterrâneo, Massagem Redutora, Massagem Turbinada, RPG LUXOR, RPG BMW etc. Isso nos faz sentirmos desatualizados.

– A oitava é a turma que acha até legal o que leu mas não comenta por não querer assumir alguma coisa.

– A nona é a turma que ama o que faz, mas não sabe quanto ganha ou quanto vale. Normalmente ainda não tiveram filhos e tem menos de 30 anos.

– A décima são os donos da verdade, que acredito, devo estar me comportando como tal, e mereço seu comentário ou crítica. Na realidade, meu amigo internauta, você que teve a paciência de ler tudo isso que escrevi, faço isso somente porque acho que nós, FISIOTERAPEUTAS E ACADÊMICOS, estamos nos enganando. Se nós realmente gostamos do que fazemos, vamos olhar ao nosso redor e ver nossa realidade. Não precisamos abandonar tudo que já conseguimos, mas não é comprando uma roupa nova que vamos conseguir respeito. Vamos assumir nossas responsabilidades e reconhecer nossas limitações, assim nos protegeremos como UM TODO.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Como ter sucesso na Fisioterapia

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O Fisioterapeuta passou, desde a criação de sua profissão, por inúmeros obstáculos que o fortaleceram na busca de um ideal de autonomia financeira. Avanços científicos inquestionáveis, participação política, chefias e reconhecimento da população.

O Fisioterapeuta, hoje, se apresenta como um profissional de vanguarda na saúde sendo imprescindível no âmbito primário, secundário e terciário. Limitado inicialmente a grandes Centros de Reabilitação depois em Clínicas de Reabilitação onde médicos eram proprietários, o Fisioterapeuta, atualmente, é proprietário de consultórios ou clinicas de especialidades nunca antes mencionadas ou imaginadas.

Contudo, independente da área de atuação, especialidade ou tipo de negócio (consultório, clínica, hospital, franquias, academias etc), o Fisioterapeuta, como qualquer prestador de serviço, deve ter a necessidade do preparo empresarial para que não compre gato por lebre.

Atenção para os negócios fantásticos, os métodos infalíveis ou as oportunidades únicas pois o mercado é implacável com amadores. Antes de aplicar seus recursos, pense no tipo de paciente que deseja atender, na área da cidade que vai atuar, nos possíveis concorrentes e no valor compatível com seus conhecimentos de custos fixos e variáveis do seu negócio. Somente assim você terá o sucesso merecido.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Somos uma classe

Chiropractor stretching a woman's arm in a room

Tenho observado ao longo de minha vida acadêmica e profissional que a conceituação política de nossa classe não é bem aceita pelos que a compõem. Observo alunos entusiasmados sentados nos bancos de faculdade ávidos por conhecimento, e fisioterapeutas ávidos por uma independência financeira que parece se concentrar em apenas “alguns” de nossa classe.

Acredito que o papel das ENTIDADES DE CLASSE NUNCA DEVE SE LIMITAR À CONGREGAÇÃO DOS PROFISSIONAIS, pois muitos desses ficam se perguntando “o que vocês tem feito pela gente” quando se encontram sozinhos no mercado, e enfrentando uma realidade que nunca imaginaram.

As associações, sindicatos e conselhos devem visitar as universidades mensalmente, alertar os alunos sobre os direitos e deveres de nossa classe, somente assim os futuros profissionais poderão se sentir mais a vontade na hora de pagar suas anuidades.

Devemos ser apenas “UMA CLASSE”, e não acadêmicos estagiando ilegalmente e profissionais cobrando valores que não condizem com suas necessidades. Somos um inteiro.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra

Pequenos conselhos para empreender em Fisioterapia

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1) CORAGEM: Antes de começar qualquer projeto entenda que o mais importante não é o dinheiro que vai ser investido ou ganho, mas a vontade que você tem para sua realização profissional.

2) ESTRUTURA: os clientes adoram que você se estruture. O cliente não paga necessariamente pelo serviço, mas, pelo que ele vê.

3) TÉCNICA: seja prudente, essa é a palavra para que qualquer técnica seja eficaz. Nem todo cliente vai aceitar uma manipulação cervical de bom grado.

4) ÉTICA: nunca, repito, nunca, caia na tentação de criticar seus concorrentes, mesmo que eles sejam terríveis com você. Muitos clientes adoram o jogo de leva e traz. A fofoca é mais importante que o alívio da dor. Tenha certeza que se ele, o cliente, fala mal de seu concorrente, um dia falará mal de você.

5) PESSOAL: não pense que sua recepcionista ou sua zeladora é MBA em gestão. Nunca deixe responsabilidades suas em mãos que devem servir para outra coisa.

6) TREINAMENTO: ninguém é tão ignorante a ponto de não conseguir ensinar algo ou tão inteligente a ponto de não precisar aprender algo.

7) COMUNICAÇÃO: não confie na memória, ela dá tilt. Informatize seu negócio. Seu banco de dados vale ouro depois de um tempo.

8) MARKETING: você nunca será tão bom a ponto de não precisar informar às pessoas que existe, mas não esqueça que o anúncio deve ser a ameixa do bolo e não os ingredientes.

9) RENOVAÇÃO: renovar não significa a abandonar algo para ir para o que é da moda. Incremento deve vir com a experiência e senso crítico. Quando alguém for lhe vender algo fantástico procure saber se ela realmente usa aquilo como fala ou se está apenas “vendendo”.

10) DINHEIRO: comparo isso a KATANA, ou espada samurai. Você pode vencer todos os seus inimigos com o seu uso, mas são necessários anos de prática. Quem brinca com essa arma, sempre, sempre se fere.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra