Mudar é abrir uma porta que só abre para dentro

 

foto do texto "Mudar é abrir uma porta que só abre para dentro"

foto do texto “Mudar é abrir uma porta que só abre para dentro”

Li essa frase num livro de auto-ajuda. Sim, adoro livros de auto-ajuda. Muitos “intelectuais” dizem assim: ”Isso é pra quem não lê nada e acha que vai achar tudo ai, é uma forma de ganhar dinheiro em cima da ignorância da massa”. – Ainda bem que sou ignorante, pois tenho a oportunidade de aprender mais, mesmo que seja sobre mim mesmo.

A mudança sempre fascinou o humanidade. A renovação, o incremento, o novo e o rejuvenescimento facial nos anima para experimentar sensações antes desconhecidas…. Porém, esquecemos que tudo tem um preço, e olha que Deus é o melhor precificador que ouvi falar. Mas como não foi Deus quem criou o dinheiro, e sim, os humanos, ele cobra a dívida de cada um nos hábitos que cada mutante assume.

Uma parábola fantástica sobre a mudança é a da águia. Ela quebra seu bico, arranca suas unhas e se despena toda para conseguir usufruir de sua experiência quando a juventude não é mais companheira. Essa nos ensina que mudar requer atitude, perseverança e DOR, muita DOR.

Ninguém emagrece na segunda feira, ninguém é fiel nas juras do casamento ou pelo menos é sábio porque escreveu algo. A excelência está no habito e não no feito. Enquanto a vaidade nos faz sentir diferente a atitude nos torna e a disciplina nos consolida.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra

Fisioterapia, profissão ou mais um serviço?

Profissão ou serviço

O Fisioterapeutas  são profissionais, que em sua grande maioria, são apaixonados pelo o que fazem. Não há recompensa maior que conseguir devolver a função perdida por alguém através de condutas simples, porém, sistemáticas e eficazes. O grau de importância  na vida das pessoas é imensurável. Somente quem precisou, é quem sabe o verdadeiro “valor” do Fisioterapeuta.

No Brasil, nossa profissão é praticada há mais de 100 anos, porém, oficializada há menos de 50. Surgimos, na realidade, como um adendo, uma colaboração, um serviço que “dava uma força” para outros profissionais serem laureados por nosso esforço. Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais são os focos da criação de nossa profissão, Instituto Ademar de Barros e ABBR estão entre os primeiros espaços destinados a “prestação de serviços fisioterapêuticos”.

Fomos ajudantes, depois auxiliares, depois técnicos e a partir de 1969 profissionais de nível superior. Quem nos ensinava? Quem nos supervisionava? Nós avaliamos e prescrevemos, ou somente executamos? Diariamente centenas de perguntas como essas giram o cotidiano, mesmo de forma “abafada”, o cotidiano de inúmeros profissionais que sonham com a autonomia.

Não pedimos para ter os nossos serviços pagos pelas Operadoras de Plano de Saúde. Médicos que, na época do inicio desse sistema de saúde, possuíam “serviços” onde se “aplicava” as “fisioterapias” dominavam o mercado. Com o tempo, os “donos de clínicas” começaram a mudar de perfil, o Fisioterapeuta, agora, assumia tal posição. Contudo, esse não se preparou para tanto e observamos inúmeros problemas desde então.

O Fisioterapeuta que hoje pretende entrar no mercado, seja como autônomo, seja  como empresa, ou então, através de concursos públicos, deve entender que precisa COMPORTAR-SE COMO PROFISSIONAL E NÃO COMO UM CONDUTOR DE SERVIÇOS, sendo, portanto necessários, inúmeros conhecimentos, além dos técnicos,   para o estabelecimento desse no mercado de trabalho. Isso deve começar ainda nos bancos escolares.

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

Custos e qualidade nos serviços fisioterapêuticos

custos e qualidade

Durante a formação acadêmica  dos fisioterapeutas são ensinadas inúmeras formas de cuidar das pessoas. Por quase 5 anos, os acadêmicos recebem instruções sobre recursos, métodos e orientações relacionados às disfunções comuns aos pacientes que necessitam dos serviços fisioterapêuticos. Ao graduarem-se, tais profissionais podem passar por uma situação que, muitas vezes, apresenta-se de forma desagradável, a formulação do preço de seus serviços sem que isso venha comprometer a qualidade do mesmo. Essa disciplina não é mostrada nos bancos acadêmicos.

Uma situação, bem comum, é quando o acadêmico realiza um estágio irregular achando que vai ser empregado e logo quando cola grau, é simplesmente substituído. Outra é quando esse recebe a seguinte orientação: “você tem que atender tantas pessoas por dia”. Nas empresas menores, em que existe a necessidade do profissional, mas essa não pode arcar com um custo fixo do piso salarial , o fisioterapêuta tem a liberdade nos atendimentos, mas sua remuneração inicialmente é baixa, já que tal profissional “não tem clientes”. Por essas e outras razões, o profissional fisioterapêuta fica desnorteado , pois antes conhecia somente a realidade estudantil.

A qualidade pode e deve ser obrigatória em todos os serviços fisioterapêuticos, mas não podemos esquecer que temos um custo para consegui-la. Infelizmente, muitos profissionais acreditam, que a qualidade está relacionada somente aos atendimentos individuais ou então aqueles que “não são ensinados na faculdade”. O COFFITO, órgão máximo que nos regulamenta, desenvolveu um documento, intitulado Parâmetros Assistenciais, que pode ser um guia para caracterizar a rotina de nosso serviço.

O tempo de atendimento é sem dúvida um dos itens que deve ser mensurado quando o assunto é qualidade, e, esse, relaciona-se diretamente aos custos fixos da empresa ou do profissional que presta o serviço. Minha opinião é que sem o devido controle do tempo dos atendimentos essa relação fica totalmente desequilibrada. Não será interessante, financeiramente, permanecer com um cliente por um tempo que possa gerar prejuízo para o profissional ou instituição.

No mercado, na grande maioria das vezes, não conseguimos repetir os processos feitos nas faculdades, pois lá  recebemos conhecimento e nesse nós oferecemos o serviço. Os clientes, em sua maioria, podem querer utilizar os seus planos de saúde e dessa forma, o empresário ou profissional liberal deve repensar em como oferecer o mesmo serviço recebendo valores que, na grande maioria das situações, são incompatíveis com a realidade.

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

Aprecefisio inicia negociações com a Cafaz

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A APRECEFISIO(Associação dos Prestadores de Serviços de Fisioterapia do Estado do Ceará) esteve reunida no dia  28/01/2014 com a CAFAZ.  Em pauta, nossa associação apresentou:

– Guia de Contratualização da ANS(orientações gerais para a elaboração dos novos contratos) – acesse

– Rol de Procedimentos da ANS(todos os procedimentos que devem estar descritos nos contratos) – acesse

-RNPF(Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos) – documento elaborado pela Comissão Nacional de Honorários do COFFITO e que deve seguir de base para todas as negociações de valores. – acesse

Salientamos que boa parte dos procedimentos descritos em nosso Referencial está contemplada tanto na TUSS(Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) como no Rol da ANS, contudo, esse,  descreve ítens obrigatórios que todas as operadoras devem oferecer. Um dos pontos mais importantes  da reunião foi a apresentação da CONSULTA FISIOTERAPÊUTICA, conquista essa, válida desde o dia 02/01/2014

Nem o Rol nem a TUSS descrevem valores, esses estão descritos em nosso Referencial(RNPF) e a aplicação de tais valores dependerá exclusivamente de nossa capacidade de UNIÃO.

VEJA OS PROCEDIMENTOS QUE ESTÃO E OS QUE NÃO ESTÃO NO ROL DA ANS

COD PROCE ESTÁ NO ROL DA ANS
50000063 Consulta individual domiciliar, em terapia ocupacional NÃO
50000098 Sessão individual domiciliar, em terapia ocupacional NÃO
50000110 Sessão de terapia ocupacional familiar NÃO
50000128 Sessão de terapia ocupacional em grupo NÃO
50000241 Consulta domiciliar em fisioterapia NÃO
50000250 Sessão para assistência fisioterapêutica domiciliar ao paciente com disfunção decorrente de lesão do sistema nervoso central e/ou periférico NÃO
50000268 Sessão para assistência fisioterapêutica domiciliar ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema músculo-esquelético NÃO
50000276 Sessão para assistência fisioterapêutica domiciliar ao paciente com disfunção decorrente de alterações no sistema respiratório NÃO
50000284 Sessão para assistência fisioterapêutica domiciliar ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema cardiovascular NÃO
50000292 Sessão para assistência fisioterapêutica domiciliar ao paciente com disfunção decorrente de queimaduras NÃO
50000306 Sessão para assistência fisioterapêutica domiciliar ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema linfático e/ou vascular periférico NÃO
50000314 Sessão para assistência fisioterapêutica domiciliar no pré e pós cirúrgico e em recuperação de tecidos NÃO
50000322 Sessão para assistência fisioterapêutica domiciliar por alterações endocrino-metabólicas NÃO
50000330 Sessão para assistência fisioterapêutica domiciliar para alterações inflamatórias e ou degenerativas do aparelho genito-urinário e reprodutor NÃO
50000438 Hidroterapia NÃO
50000446 RPG NÃO
50000071 Consulta individual hospitalar, em terapia ocupacional SIM
50000080 Sessão individual ambulatorial, em terapia ocupacional SIM
50000101 Sessão individual hospitalar, em terapia ocupacional SIM
50000136 Sessão de terapia ocupacional para treinamento órteses, próteses e adaptações SIM
50000144 Consulta ambulatorial em fisioterapia SIM
50000152 Sessão para assistência fisioterapêutica ambulatorial ao paciente com disfunção decorrente de lesão do sistema nervoso central e/ou periférico SIM
50000152 Sessão para assistência fisioterapêutica ambulatorial ao paciente com disfunção decorrente de lesão do sistema nervoso central e/ou periférico SIM
50000160 Sessão para assistência fisioterapêutica ambulatorial ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema músculo-esquelético SIM
50000160 Sessão para assistência fisioterapêutica ambulatorial ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema músculo-esquelético SIM
50000160 Sessão para assistência fisioterapêutica ambulatorial ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema músculo-esquelético SIM
50000179 Sessão para assistência fisioterapêutica ambulatorial ao paciente com disfunção decorrente de alterações no sistema respiratório SIM
50000187 Sessão para assistência fisioterapêutica ambulatorial ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema cardiovascular SIM
50000195 Sessão para assistência fisioterapêutica ambulatorial ao paciente com disfunção decorrente de queimaduras SIM
50000209 Sessão para assistência fisioterapêutica ambulatorial ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema linfático e/ou vascular periférico SIM
50000217 Sessão para assistência fisioterapêutica ambulatorial no pré e pós cirúrgico e em recuperação de tecidos SIM
50000225 Sessão para assistência fisioterapêutica ambulatorial por alterações endocrino-metabólicas SIM
50000233 Sessão para assistência fisioterapêutica ambulatorial para alterações inflamatórias e ou degenerativas do aparelho genito-urinário e reprodutor SIM
50000349 Consulta hospitalar em fisioterapia SIM
50000357 Sessão para assistência fisioterapêutica hospitalar ao paciente com disfunção decorrente de lesão do sistema nervoso central e/ou periférico SIM
50000357 Sessão para assistência fisioterapêutica hospitalar ao paciente com disfunção decorrente de lesão do sistema nervoso central e/ou periférico SIM
50000365 Sessão para assistência fisioterapêutica hospitalar ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema músculo-esquelético SIM
50000365 Sessão para assistência fisioterapêutica hospitalar ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema músculo-esquelético SIM
50000365 Sessão para assistência fisioterapêutica hospitalar ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema músculo-esquelético SIM
50000373 Sessão para assistência fisioterapêutica hospitalar ao paciente com disfunção decorrente de alterações no sistema respiratório SIM
50000381 Sessão para assistência fisioterapêutica hospitalar ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema cardiovascular SIM
50000390 Sessão para assistência fisioterapêutica hospitalar ao paciente com disfunção decorrente de queimaduras SIM
50000403 Sessão para assistência fisioterapêutica hospitalar ao paciente com disfunção decorrente de alterações do sistema linfático e/ou vascular periférico SIM
50000411 Sessão para assistência fisioterapêutica hospitalar no pré e pós cirúrgico e em recuperação de tecidos SIM
50000420 Sessão para assistência fisioterapêutica hospitalar por alterações endocrino-metabólicas SIM
50000454 Sessão para assistência fisioterapêutica hospitalar para alterações inflamatórias e ou degenerativas do aparelho genito-urinário e reprodutor SIM
20203020 Eletroestimulação do assoalho pélvico e/ou outra técnica de exercícios perineais SIM
31602185 Estimulação elétrica transcutânea SIM

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

Curso de DLM com módulo de empreendedorismo na clínica Somma

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Hoje iniciamos mais um curso de Drenagem Linfática Manual ministrado por Dra.Lena Monteiro Cintra. Esse, previsto para 40 horas,  abordará os temas de DLM Corporal e Facial contudo, terá, no conteúdo programático, a inclusão de um módulo de empreendedorismo. A idéia é que o aluno conclua a capacitação não  apenas conhecendo as manobras tradicionais mas, aprenda a identificar algumas características básicas do mercado da Fisioterapia, inclusive com noções para a formação de preço dos serviços que serão prestados.

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

APRECEFISIO REALIZA REUNIÃO SOBRE CAMED

reunião

A Aprecefisio(Associação dos Prestadores de Serviços de Fisioterapia do Estado do Ceará) reuniu-se ontem, 17/01/2014, para discutir um problema que vem acontecendo com a Operadora CAMED desde setembro/2013.  Essa, de maneira tácita, tenta reduzir os já baixos honorários pagos aos Prestadores de Serviços Fisioterapêuticos.

Mesmo depois de garantir de forma documental para a APRECEFISIO que os valores não seriam alterados, a CAMED  persuadiu várias empresas a assinarem um novo contrato que fere, não apenas o lado financeiro, mas fragiliza o tão desejado processo de UNIÃO que a classe dos fisioterapeutas tanto deseja. O fato é que várias empresas que não aceitaram tais medidas receberam cartas informando o seu descredenciamento em relação a prestação dos serviços e isso está previsto , em sua maioria, para o final de janeiro/2014.

Na história das profissões isso é somente mais uma vírgula, o fato é tão corriqueiro que seja a ser ridículo. Toda classe, seja de trabalhadores, seja de empresários, somente tem força se permanecer unida.  Dessa forma é que conseguiremos atingir os frutos de todo movimento associativista. Na Fisioterapia, não nos adiantará nos “pseudoespecializarmos” se não mantivermos o espírito de união acesso.

Concluímos  nossa reunião em decisão unânime, dos presentes,  de não aceitarmos qualquer tipo de retaliação vinda da CAMED ou de qualquer outra OPS, o que deve acontecer nos próximos meses, pois desde dezembro/2013 que a PETROBRAS já está emitindo cartas intituladas  “TERMO DE ACORDO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS” e que já descreve valores completamente fora da realidade observada em nosso Referencial Nacional  de Procedimentos Fisioterapêuticos(COFFITO).

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

O rei perfeito

rei perfeito

Era uma vez um grande guerreiro que viajava por diferentes lugares tentando encontrar um reino que lhe fosse adequado. Cansado de percorrer montanhas e vales ele foi consultar um velho Samurai.

– Mestre,  procuro um lugar para me estabelecer, criar meus filhos e ensinar minha arte para aprendizes.

– Entendo, mas você tem procurado bem?

– Sim, porém, nunca encontrei um Rei que me parecesse adequado.

– Como não, tal rei está em todos os lugares.

– Desculpe minha ignorância mestre, mas não entendi. Como um rei pode estar em todos os lugares?

– O TEMPO é esse tal Rei.

– E como ele governa seus súditos.

– Sendo impiedoso, indiferente e generoso.

– Agora foi que fiquei confuso, como isso é possível?

– O rei será aquilo que você deseja, desde que você assuma seu papel.

– Como é esse papel?

– O Rei será INDIFERENTE com os apressados, IMPIEDOSO com os preguiçosos e GENEROSO com os determinados.

– Então como devo me comportar?

– Somente você saberá essa resposta.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

O que sustenta o sistema é o ímpeto do infante

SONY DSCO eterno poeta Renato Russo em sua música “Senhor da Guerra” descreve uma frase que é mais ou menos assim “lembre-se sempre que Deus está do lado de quem vai vencer”.

Ninguém gosta de perder, não é mesmo. As pessoas, contudo, esquecem que quando vão para a guerra, principalmente os que estão na linha de frente, estão altamente propensas a nos deixar.Ora bolas, mas isso é um detalhe, afinal de contas, mais vale uma medalha no peito e 1 minuto de silêncio a toda uma vida com família e filhos.

Procuro ler sempre blogs, comentários e propagandas sobre minha querida profissão, A Fisioterapia, todos os dias. Consegui identificar, em minha opinião, alguns tipos de situações:

– A primeira é que existem muitos colegas (alunos e profissionais) que se chateiam muito com a história dos protocolos de Fisioterapia. Aquela velha ladainha da receita dolo do Ondas Curtas, Ultrassom e Tens.

– A segunda é justamente a continuidade da primeira que mostra a saída é a Terapia Manual. Pois o tratamento é individual e ai cada caso é um caso. Como se não houvesse protocolos de atendimento na terapia manual.

– A terceira é o povo não é mais Fisioterapeuta mas que passa pra todo mundo que tudo que conseguiu na vida foi como Fisioterapeuta e ai vende os seus produtos.

– A quarta é a turma do barato coletivo. Ferramenta tão criticada, até pelos conselhos.

– A quinta é do pessoal que tapa o sol com a peneira dizendo que a gente só tem que atender os ricos. È porque não compensa atender planos de saúde.

– A sexta é o povo que começa a falar da Fisioterapia e mistura com os problemas nacionais e não reponde nada.

– A oitava é a turma que acha até legal o que leu mas não comenta por não querer assumir alguma coisa.

– A nona é a turma que ama o que faz, mas não ama o que ganha. Normalmente ainda não tiveram filhos e menos de 30 anos.

A décima é a turma dos novos conceitos tipo Pilates Evolution, Pilates Aquático, Pilates Aéreo,

– A sétima são os donos da verdade, que acredito devo está me comportando como tal.

Você, leitor, já imaginou o caos que seria se todos os alunos dos cursos de Fisioterapia buscassem outra profissão? Sim a Fisioterapia é linda, eu também acho, afinal de contas tento fazer meu papel há tanto tempo.

Não acho que a gente tem que ter cargo político para poder fazer alguma coisa pela Fisioterapia. Todos os políticos que lá estão, parecem que lá permanecem mais pelo desejo nossa inércia, que pelo real papel que devem assumir.

Nós somos órfãos de entidades de classe:

– Do que adianta ser registrado num conselho, se o mesmo não me protege no exercício ilegal da profissão? A prova são os ESTÁGIOS IRREGULARES QUE DESEMPREGAM DIARIAMENTE AQUELES QUE PAGAM OS SEUS CONSELHOS ?

– Do que adianta fazer parte de uma associação se essa parece apenas está voltada para chancelar congressos e nunca estipula honorários junto a planos de saúde ?

– Do que adianta ser filiado a sindicatos se esses são lutam contra as entidades públicas e nunca contra as privadas ?

No final disso tudo vemos a massa sendo manipulada pelo marketing que está tudo bem e nós já conseguimos muita coisa.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

O Macaco, a Raposa e a solidão

SONY DSCEra uma vez uma RAPOSA que vivia comendo restos de comida pela mata. O MACACO vendo sua dificuldade resolveu ajudar. – Amiga RAPOSA, veja bem, você deve saber aonde procurar a comida, aqui está o mapa, e aqui fica o galinheiro. A RAPOSA não acreditava que o MACACO tinha sido tão generoso, não lhe oferecendo comida, mas, informando-lhe aonde sempre consegui-la.

O tempo foi passando e a RAPOSA, resolveu controlar outros galinheiros. Conseguiu alguns amigos, e, dessa vez, pediu mais uma vez a ajuda do MACACO na manutenção de seus projetos. O MACACO assim o fez. Porém, a RAPOSA queria mais, e daí desejou manipular o MACACO para atingir seus objetivos dentro dos novos galinheiros e esse assim lhe disse: – Minha amiga, esse é seu reino não o meu, eu estou aqui para lhe ajudar, mas eu moro nas árvores e não no galinheiro.

A RAPOSA muito esperta resolveu fazer novos amigos por toda a floresta. Muitos não enxergavam, mas, essa desejava somente obter vantagem sobre tais amizades. Contudo, ela tinha vergonha do seu amigo, o MACACO. Ele era feio, às vezes mal educado e extremamente sincero, e ela, por tudo isso, não queria apresentá-lo a ninguém. Assim, pensava ela, esse ficaria esquecido e ela nunca precisaria ser-lhe grata por nada. Ela sempre se vangloriava por conseguir o que queria sem a ajuda de ninguém.

Um dia, a RAPOSA foi querer roubar a comida do leão, levou um patada, coitada, voltou bem quietinha para sua toca e de lá não saiu mais.

O MACACO nunca se incomodou com a indiferença da RAPOSA, às vezes, tinha até pena, pois sua amiga RAPOSA ficava tão preocupada em ser aceita que esquecia que na vida não adianta fazer amigos se não pode cultivá-los.

Um dia o MACACO foi aclamado Rei, e a RAPOSA, foi cheia de dentes lhe dar os parabéns, pois, a essa altura, ela já estava esquecida e solitária. Ela então perguntou:

– Como você conseguiu ser Rei? Você não tem amigos, é feio e mal educado.
– Na vida, minha amiga RAPOSA, convivemos com INIMIGOS DECLARADOS E AMIGOS SUSPEITOS. Graças ao tempo aprendemos a identificá-los. Enquanto eu cultivava os verdadeiros, você enaltecia os falsos. Você deve aprender que a única coisa que conseguimos sozinhos é a própria solidão.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Eu adoro minha budega

SONY DSCFui convidado para ser professor durante um período em minha vida. Na época, já tinha uma clínica que havia construído juntamente com minha esposa, também fisioterapeuta, e tínhamos um fluxo constante de atendimentos diários.

Com o objetivo de contribuir mais com minha profissão, fui lá. Pensava que com minha experiência de mercado e junto com as habilidades que desenvolvi poderia contribuir para o crescimento de minha tão amada profissão.

Após o primeiro ano, o dito colega chega e diz: – Luis, você precisa fazer um mestrado.

De imediato respondi que não podia, pois não tinha tempo para tal. Ele insistiu: – Será bom para você, você vai adquirir novos conhecimentos na área. Mais um vez disse que não podia, pois, o que a gente estuda no mestrado não é necessariamente o que a gente aplica no cotidiano, respondi que o mestrado deveria ser feito para os pesquisadores que tinha o real interesse em seguir a vida acadêmica e não a de profissional liberal.

A conversa continuava e comecei a me sentir pressionado com a seguinte frase: – A faculdade precisa de alguém com mestrado, se você não fizer colocará seu emprego em risco. Nesse momento, vi que meu chefe também estava sendo pressionado a me convencer e tantos outros que lá estavam na mesma condição e que a instituição tinha um déficit de títulos e não de bons professores. Tais títulos, seriam necessários para determinados objetivos desejados pela instituição e não pelos colegas.

De repente veio um ensinamento de Maquiavel e respondi: – Faço meu trabalho com maestria, mas, meu reino não é esse. Eu não construí esse lugar. Só posso realmente confiar naquilo que depende de mim. Se um dia, essa ou qualquer instituição não precisar mais de mim não adiantará eu ser seu amigo ou ter me dedicado tanto dentro de minha profissão para conseguir uma autonomia profissional, serei descartado da mesma forma.

Coincidência ou não, depois que saí desse instituição, por livre vontade, nunca mais fui chamado para nada. E seguimos assim nosso caminho.

Reflitam meus amigos: às vezes somos reis, às vezes peões (Napoleão Bonaparte).

Um abraço,
Luis Henrique Cintra