Consulta Fisioterapêutica, mais uma conquista.

consulta fisioterapia

O caminho da autonomia dentro da Fisioterapia vem sendo percorrido desde os primórdios de nossa profissão. O Fisioterapeuta, profissional de nível superior, respaldo pelo  DECRETO LEI N. 938, DE 13 DE OUTUBRO DE 1969 vem evoluindo anualmente no âmbito científico, cultural, político e empresarial conseguindo, assim, obter o espaço que lhe é permitido.

Desde o início de 2014 que uma das conquistas mais importantes dos últimos anos foi garantida pelo COFFITO, representado na figura de Dra.Marlene Izidro, Iaponira Pimental e Francimar Ferrari,  junto às OPS(Operadoras de Plano de Saúde). Essa conquista foi a CONSULTA FISIOTERAPÊUTICA, agora pertencendo ao ROL DE PROCEDIMENTOS DA ANS, ou seja, agora, obrigatória. Em nosso referencial de honorários(RNPF), essa aparece com o código “13106902″, na TUSS “50000144”. Os valores desse procedimento estão descritos em nossa tabela, contudo, a aplicação dos mesmos somente acontecerão com a união de nossa classe frente a negociações com as operadoras.

A FENAFISIO, entidade que representa as Associações de Prestadores de Serviços de Fisioterapia de todo o  Brasil, tem reunido-se sistematicamente na busca de compartilhar informações que proporcione aos Serviços de Fisioterapia uma justa remuneração.

Maiores informações no site:  www.fenafisio.com.br

 

 

 

 

Fisioterapeuta empresário conheça o Guia de Contratualização da ANS

contratualização

O guia de contratualização é um documento  criando pela ANS com o intuito de orientar os prestadores de serviços de saúde na hora do preparo de seus contratos junto às OPS. Existem alguns pontos que tradicionalmente as OPS não cumpriam com os prestadores dos serviços  de Fisioterapia. Alguns desses são:

– Prazos e procedimentos para faturamento e pagamento do serviço prestado.Este é um item de fundamental importância nos instrumentos. Nele devem ficar claros os direitos e as obrigações de ambas as partes. Devem ser elencados os prazos para a entrega e a análise das faturas, a apresentação de recursos pelo prestador e o pagamento pela operadora.

– Critérios para reajuste, contendo forma e periodicidade Nos instrumentos jurídicos, deve estar claro o reajuste a ser aplicado aos serviços prestados. Ou seja, devem ser estabelecidas a periodicidade e a forma de aplicação do reajuste, de maneira que ambas as partes  possam calcular o novo valor dos serviços, decorrido o período para sua aplicação. Para mais detalhes, vide Instrução Normativa DIDES nº 49, de 17 de maio
de 2012. Penalidades cabíveis pelo não cumprimento das obrigações estabelecidas
Devem ser previstas todas as penalidades contratuais cabíveis para o não cumprimento das obrigações estabelecidas e as suas consequências (quaisquer que sejam, como: previsão de advertência, de multa, de suspensão ou até de rescisão do contrato).

O guia não descreve valores, para os Fisioterapeutas que desejarem conhecer como o Coffito está descrevendo isso acesse o site do Coffito

Para ver o Guia em sua totalidade acesse o arquivo em pdf.

A importância de uma Associação

uniao

Muitos colegas me perguntam se a criação dessa ASSOCIAÇÃO DE FISIOTERAPEUTAS EMPRESÁRIOS poderá resolver nossos problemas de autonomia.

Minha resposta é sempre a mesma: – A diferença de uma instituição que dá certo e outra que não dá está na crença de que nossa causa é justa. Temos que nos comportar e agir como profissionais, não adianta ter uma “imagem” perfeita se não estivermos preparados para dizer “NÃO” na hora certa.

Não fazemos massagemzinha, não damos tapinha nas costas ou carregamos gelo. Somos profissionais que Avaliamos, orientamos e prescrevemos e realizamos procedimentos terapêuticos, FISIOTERAPÊUTICOS. Não precisamos de FAVOR ou RECONHECIMENTO de outros profissionais, quem deve dar o nosso devido valor somos nós mesmos e aqueles que atendemos. Somente assim nossa entidade será forte.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

O fisioterapeuta e o associativismo.

Dr.Antônio Tomaz – APRESFISIO/RN

Não saímos da academia com um olhar para o coletivo. Parece que o senso individualista fala mais alto. Queremos a toda prova ganhar dinheiro já, “na minha clínica, no meu consultório”. Com o passar do tempo, chegamos a uma realidade vivida por quem já trilhou o caminho… Tentamos segurar um status que nos parece um fardo. Aí, eis que um amigo, menos carregado de pudor, nos fala de suas dificuldades, ouvindo aquilo como se estivesse a falar da nossa rotina pessoal; das nossas lutas, dos nossos insucessos, tudo muito igual. Resolvemos então, quebrar o gelo e dizer que conosco também acontece algo semelhante, porém não falo tudo, tentamos segurar o orgulho de que sabemos como driblar as dificuldades, com ideias que só a mim pertencem.

Até que não aguentando mas resolvemos abrir o jogo: “está tudo muito ruim, as ops não dão a mínima para os nossos pedidos, ameaçam, desdenham, sapateiam em cima da situação, enquanto buscamos bravamente algumas poucas estratégias junto a outros colegas com mais experiência…”.
Não muito longe disso tudo, alguns mais amadurecidos, tentam se organizar e abrem suas caixas pretas: contas a pagar, receitas insuficientes, valores remuneratórios muito baixos, contratos leoninos, clínicas e consultórios fechando suas portas, alguns ainda resistindo mesmo sabendo que custeiam as OPS com seus valores aviltantes…
Descobrimos que temos um referencial de honorários; que não estamos na TUS (o que é mesmo isso?); que nossas tabelas são médicas; que infringimos a vida toda, o nosso código de ética; que ANS regula tudo (regula o que?); que nem temos representantes lá (na ANS); que não temos reajustados os valores das tabelas, pelas OPS e que estas não podem funcionar sem fisioterapia; que elas (OPS) estão organizadas em associações, federações e nós não; que as OPS são muito fortes e nós (sozinhos), não.
Então… Entendemos que para sermos fortes temos que nos unir. Unirmo-nos uns aos outros; formarmos associações, que estas precisam se unir a outras, orientadas por uma federação. Surge assim, uma palavra que agrega tudo isso: associativismo: que de modo muito simples traduz-se pela união de pessoas em prol das mesmas metas, de forma organizada. É desse modo que renascemos em grupo, com o olhar voltado para o mesmo horizonte,
Precisamos cada vez mais nos informar; formar uma consciência política e empreendedora. Um batalhão de verdadeiros empresários, que negociam seu labor com dignidade, sem pedir. Negociando, de verdade.

Por Antonio Tomaz de Aquino 
Presidente da APRESFISIO/RN