Entidades de Classe – Centros Acadêmicos

Centro Academico Fisioterapia

O centro acadêmico  é uma entidade estudantil que representa  os acadêmicos do Curso de Fisioterapia das Faculdades. Suas funções relacionam-se com  organização de atividades acadêmicas extra-curriculares como: debates, discussões, palestras, semanas temáticas, recepção de calouros e realização de projetos de extensão; encaminhamento, mobilização e organização de reivindicações e ações políticas dos estudantes, mediação de negociações e conflitos individuais e coletivos entre estudantes e a faculdade, realização de atividades culturais como feiras de livros, festivais diversos, entre outros.

O CA representa o começo do processo associativo de nossa classe, daí sua importância. É fundamental que o processo de eleição seja democrático, e, que os alunos procurem manter-se unidos para as deliberações desse, pois o mesmo acontecerá quando estiverem de frente para o mercado.

É importante que a PRESIDÊNCIA e a TESOURARIA fiquem atentas frente aos direitos dos alunos. Quando estudante, descobri que  na mensalidade que os alunos pagavam à Faculdade havia uma verba que era obrigatoriamente direcionada ao Centro Acadêmico e que havia alguns anos que não era tocada, esperando dessa forma o seu “dono”

Encontrei nesse site as etapas para a criação de um centro acadêmicos.

Vamos lá gente, QUEM SABE FAZ A HORA!!!

 

Fonte: http://dce.unifesp.br/casaas.html

 

Entidades de Classe – Crefitos

Crefito1

Os Crefitos ou Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional são AUTARQUIAS (pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei específica (art. 37, XIX, da Constituição Federal), que dispõem de patrimônio próprio e realizam atividades típicas do Estado, de forma descentralizada). No Brasil são em 14 e tem por objetivos principais:

I. Exercer função normativa e o controle ético, científico e social do exercício da fisioterapia e da terapia ocupacional em todo território nacional;

II. Baixar todos os atos normativos necessários à correta interpretação e execução da Lei nº 6.316/1975;

III. Supervisionar e Fiscalizar o exercício profissional das profissões em todo o território nacional, estimulando e zelando pelo prestígio e bom nome daqueles que a exercem, através do estabelecimento de princípios de controle, capazes de fundamentar a promoção de uma assistência profissional independente, científica, ética e resolutiva;

IV. Funcionar como Tribunal Superior de Ética nas demandas que envolvam profissionais Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais.

Infelizmente muitos colegas confundem os Crefitos como órgãos punitivos. É exatamente o contrário, contudo é preciso que entendamos que os Conselhos trabalham para proteger a população do FALSO FISIOTERAPEUTA e de proteger o Fisioterapeuta daquele que exerce nossa profissão ilegalmente. Contudo, é comum  escutarmos dos fiscais do Crefito de relatos onde estudantes e/ou auxiliares de fisioterapia pulam janelas, fizem-se pacientes, escondem-se no banheiro ou criam outras dezenas de formas de macular o nome de nossa profissão.

Não conseguiremos respeito e não nos respeitarmos. Não adianta dizer que o Crefito não faz nada se nós não fizermos. A fórmula é antiga e simples, UNIÃO.

Cabe, contudo, aos estudantes que não procurem estágios que não sejam oficiais ou então que não estejam dentro das normativas do COFFITO.  Acesse aqui

Entidades de Classe – Cooperativas de Fisioterapeutas

copoerativa 5

As cooperativas são reconhecidas por lei no Brasil desde 1971. O conjunto de normas que regulamenta esse setor de produção reconhece que o trabalho tem como princípio número um a adesão voluntária e livre. Um grupo só pode existir com mais de 20 membros.

É muito comum observamos COOPERATIVAS DE FISIOTERAPIA  prestando serviços em Hospitais, contudo, essa, organizando-se de maneira profissional, poderá atender em diversos locais como clínicas, domicílios escolas etc. Temos como exemplo a UNIMED que é uma das maiores corporações médicas do mundo

Nenhum associado é EMPREGADO DA COOPERATIVA, não ser as pessoas da parte administrativa e manutenção. Todos os FISIOTERAPEUTAS possuem suas escalas e outras rotinas dentro da instituição. Nos hospitais observamos isso em regime de plantões e/ou turnos que variam de acordo com a demanda.

Devido a complexidade da abertura e manutenção das COOPERATIVAS muitos colegas ERRADAMENTE criam EMPRESAS e as fazem funcionar como COOPERATIVAS. Isso é extremamente perigoso, pois no caso de “sociedades simples ou sociedades limitadas” observa-se que todos, que ali trabalham, tenham carteira assinada.

As determinações de como serão realizados os trabalhos, os horários, e possíveis reclamações quanto ao desempenho do cooperado deve ser feito pelo Gestor da Cooperativa Ação. Assim também deve ser feito por parte do Cooperado, qualquer reclamação, sugestão, solicitações, justificativas de falta devem ser feitos ao Gestor ou diretamente na Sede da Cooperativa, pessoalmente ou por telefone. Afinal, você não é funcionário da empresa e sim um autônomo sócio da Cooperativa Ação, que é a prestadora de serviços e responsável pelo desempenho de seus associados.

FONTE: http://www.brasilcooperativo.coop.br

 

 

Entidades de Classe – Sinfito

sindicato fisioterapia

O SINFITO é uma associação de fisioterapeutas tendo como função defender os seus interesses e direitos profissionais e de sua cidadania. Aliás, salienta-se a capacidade negocial que um SINFITO detém, concretamente, o direito de contratação coletiva, constitucionalmente consagrado, bem como a capacidade judiciária (isto é, o fato de poderem intervir como parte legítima em ações judiciais) e o direito de participação (nomeadamente na elaboração da legislação laboral).

Toda a ação sindical é um contributo dos fisioterapeutas não apenas para a defesa dos seus próprios interesses, como também para o desenvolvimento da própria sociedade.

O SINFITO não se limita a tratar dos problemas coletivos, decorrentes do exercício da própria profissão, mas igualmente se preocupa com a condição social dos fisioterapeutas enquanto cidadãos, estando aí a ação sindical direcionada para questões extra profissionais.

Um conjunto de fisioterapeutas tem mais força para agir do que cada um por si, individualmente. Se, por exemplo, um Fisioterapeuta tiver razões para se dirigir ao governo ou empresa, para protestar ou reivindicar medidas, sozinho nada consegue. Mas muitos milhares de fisioterapeutas, devidamente organizados, seguramente conseguirão. O mesmo se passa quanto aos fisioterapeutas!

Há fisioterapeutas que só pensam em sindicalizar-se quando estiverem confrontados com problemas concretos. Isso é bem comum, mas, pode ser, porém, já tarde demais. O seu isolamento leva-os a formar idéias vagas e confusas perante posições difíceis, pois em algum momento anterior a entidade empregadora providenciou para que houvesse um deslize, uma ação ou uma omissão que vão prejudicar decisivamente a sua defesa.

Prevenir é sempre melhor que remediar. Os fisioterapeutas sindicalizados vão-se enriquecendo, de múltiplas formas, com vista à defesa dos seus interesses individuais e coletivos, devido às informações que o SINFITO lhes faz chegar. Estar sindicalizado é, por isso, um investimento numa organização dos e ao serviço dos fisioterapeutas, onde estes constituem o eixo central de toda a sua atividade e cujos benefícios se refletem no dia a dia da sua atividade profissional.

Endereço dos Sindicatos: acesse aqui

 

Entidades de Classe

Entidades de classe

Conhecer as ENTIDADES DE CLASSE e o papel de cada uma é de fundamental importância para que não fiquemos simplesmente resmungando palavras que não levarão a nada. Todas as profissões terão as suas características e a FISIOTERAPIA não foge a regra.

Estaremos nos próximos dias dissertando sobre cada uma dessas tão DESCONHECIDAS por todos nós. Nosso objetivo não é de PROTECIONISMO, mas de ESCLARECIMENTO frente a inúmeros absurdos que costumamos ouvir e vivenciar na vida acadêmica e profissional. CENTROS ACADÊMICOS, CONSELHOS, SINDICATOS, COOPERATIVAS, ASSOCIAÇÕES, FEDERAÇÕES E CONFEDERAÇÕES constituirão o conteúdo de nosso blog nos próximos dias.

Todas as críticas serão aceitas, afinal estamos num espaço público ,contudo, reflita antes de comentar, apresente alternativas, seja pró-ativo. Somente assim teremos um debate de alto nível, eficiente e eficaz.

Aprecefisio – conheça nossa história

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A APRECEFISIO(Associação dos Prestadores de Serviços de Fisioterapia do Estado do Ceará) é uma entidade que foi fundada em março/2013 e tem como objetivo unir os proprietários de empresas e consultórios de Fisioterapia na busca de uma melhor remuneração junto às Operadoras de Planos de Saúde.

Nossa metodologia de ação é primeiro melhorar os níveis de comunicação com todos os associados e afins sobre regulamentações da ANS(Agência Nacional de Saúde), entidade que regula a todo o sistema de saúde suplementar, e que, muitas vezes, é desconhecida da maioria de nossos colegas.

No ano de 2013 realizamos todo o processo de legalização  da instituição, nos reunimos quase que semanalmente, iniciamos uma campanha contra a Camed, lutamos contra o ATO MEDICO, participamos do XX Congresso Brasileiro de Fisioterapia, criamos modelos de contratos de prestação de serviços com as operadoras e palestramos em alguns cidades do interior de nosso Estado.

Muito trabalho ainda deve ser feito para concretizarmos as ações que julgamos justas. Esperamos assim o engajamento e participação efetiva de todos os colegas que visam buscar sua autonomia profissional.

Lembro a todos que agora no dia 29/04/2014 teremos uma reunião no Crefito 06 as 19:30

A união de uma classe

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Quando falamos em união de classe, pensamos diretamente em profissões mais antigas ou então nas que contam com grandes quantidades de trabalhadores e no mesmo local. Infelizmente a Fisioterapia não se encaixa em nenhuma das situações. Temos pouco mais de 40 anos de profissão regulamentada e ainda somos ensinados a trabalhar de forma independente. Em outros tempos, a união era forjada através de discussões em bares, e quando avançadas, com assembleias em associações e sindicatos. Atualmente, a mídia estimula a concorrência, por diversas vezes desleal, e as redes sociais facilitam a propagação desse estilo de vida. Para que possamos criar uma identidade de classe, é necessário que todos os profissionais estejam pensando e agindo da mesma forma, pois ao mostrarmos de forma positiva, que temos um foco, uma meta, temos também um destino. Sabemos onde queremos chegar.

É com essa visão que foi formada a UNIFISIO/RS. A UNIÃO DOS FISIOTERAPEUTAS DO RIO GRANDE DO SUL. Idealizamos uma profissão unida, coesa e, acima de tudo, ética. Estamos no caminho certo, mas ainda nos primeiros passos. Para darmos passos firmes, e certos que na direção correta, queremos contar com quem forma esse grande rizoma: os fisioterapeutas. Precisamos que nossos profissionais colaborem nesse processo de formação. A partir do momento que tivermos uma rede de profissionais atuando de forma integrada, buscando a melhora coletiva, o resultado individual aparecerá em um horizonte mais próximo e positivo. Assumi o desafio de tirar a união dos fisioterapeutas do diálogo para colocá-la em prática, porém pouco será feito com um grupo pequeno. Para isso, é preciso que nos familiarizemos com a ideia de atuar em conjunto com nossos próprios colegas de profissão. Só conseguiremos avançar com segurança e respeito quando tivermos uma base firme. A partir daí, poderemos conquistar nossos espaços de atuação que, até então, deixamos de ocupar, nos quais deveríamos estar desde a sua criação.

Como ainda trilhamos caminhos individualistas, desconhecemos o nosso verdadeiro potencial de grupo. E para que possamos melhor aproveitá-lo, faz-se necessário que, em primeiro lugar, nossos colegas saibam da existência dessa União. De seus objetivos e dos planos. Para isso, peço que comuniquem aos seus colegas sobre a UNIFISIO/RS. Vamos torná-la conhecida entre nós mesmos. Curta. Compartilhe essa idéia.

Filipe Langlois
Presidente da UNIFISIO

A importância de uma Associação

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Muitos colegas me perguntam se a criação dessa ASSOCIAÇÃO DE FISIOTERAPEUTAS EMPRESÁRIOS poderá resolver nossos problemas de autonomia.

Minha resposta é sempre a mesma: – A diferença de uma instituição que dá certo e outra que não dá está na crença de que nossa causa é justa. Temos que nos comportar e agir como profissionais, não adianta ter uma “imagem” perfeita se não estivermos preparados para dizer “NÃO” na hora certa.

Não fazemos massagemzinha, não damos tapinha nas costas ou carregamos gelo. Somos profissionais que Avaliamos, orientamos e prescrevemos e realizamos procedimentos terapêuticos, FISIOTERAPÊUTICOS. Não precisamos de FAVOR ou RECONHECIMENTO de outros profissionais, quem deve dar o nosso devido valor somos nós mesmos e aqueles que atendemos. Somente assim nossa entidade será forte.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

O fisioterapeuta e o associativismo.

Dr.Antônio Tomaz – APRESFISIO/RN

Não saímos da academia com um olhar para o coletivo. Parece que o senso individualista fala mais alto. Queremos a toda prova ganhar dinheiro já, “na minha clínica, no meu consultório”. Com o passar do tempo, chegamos a uma realidade vivida por quem já trilhou o caminho… Tentamos segurar um status que nos parece um fardo. Aí, eis que um amigo, menos carregado de pudor, nos fala de suas dificuldades, ouvindo aquilo como se estivesse a falar da nossa rotina pessoal; das nossas lutas, dos nossos insucessos, tudo muito igual. Resolvemos então, quebrar o gelo e dizer que conosco também acontece algo semelhante, porém não falo tudo, tentamos segurar o orgulho de que sabemos como driblar as dificuldades, com ideias que só a mim pertencem.

Até que não aguentando mas resolvemos abrir o jogo: “está tudo muito ruim, as ops não dão a mínima para os nossos pedidos, ameaçam, desdenham, sapateiam em cima da situação, enquanto buscamos bravamente algumas poucas estratégias junto a outros colegas com mais experiência…”.
Não muito longe disso tudo, alguns mais amadurecidos, tentam se organizar e abrem suas caixas pretas: contas a pagar, receitas insuficientes, valores remuneratórios muito baixos, contratos leoninos, clínicas e consultórios fechando suas portas, alguns ainda resistindo mesmo sabendo que custeiam as OPS com seus valores aviltantes…
Descobrimos que temos um referencial de honorários; que não estamos na TUS (o que é mesmo isso?); que nossas tabelas são médicas; que infringimos a vida toda, o nosso código de ética; que ANS regula tudo (regula o que?); que nem temos representantes lá (na ANS); que não temos reajustados os valores das tabelas, pelas OPS e que estas não podem funcionar sem fisioterapia; que elas (OPS) estão organizadas em associações, federações e nós não; que as OPS são muito fortes e nós (sozinhos), não.
Então… Entendemos que para sermos fortes temos que nos unir. Unirmo-nos uns aos outros; formarmos associações, que estas precisam se unir a outras, orientadas por uma federação. Surge assim, uma palavra que agrega tudo isso: associativismo: que de modo muito simples traduz-se pela união de pessoas em prol das mesmas metas, de forma organizada. É desse modo que renascemos em grupo, com o olhar voltado para o mesmo horizonte,
Precisamos cada vez mais nos informar; formar uma consciência política e empreendedora. Um batalhão de verdadeiros empresários, que negociam seu labor com dignidade, sem pedir. Negociando, de verdade.

Por Antonio Tomaz de Aquino 
Presidente da APRESFISIO/RN