Mudar é abrir uma porta que só abre para dentro

 

foto do texto "Mudar é abrir uma porta que só abre para dentro"

foto do texto “Mudar é abrir uma porta que só abre para dentro”

Li essa frase num livro de auto-ajuda. Sim, adoro livros de auto-ajuda. Muitos “intelectuais” dizem assim: ”Isso é pra quem não lê nada e acha que vai achar tudo ai, é uma forma de ganhar dinheiro em cima da ignorância da massa”. – Ainda bem que sou ignorante, pois tenho a oportunidade de aprender mais, mesmo que seja sobre mim mesmo.

A mudança sempre fascinou o humanidade. A renovação, o incremento, o novo e o rejuvenescimento facial nos anima para experimentar sensações antes desconhecidas…. Porém, esquecemos que tudo tem um preço, e olha que Deus é o melhor precificador que ouvi falar. Mas como não foi Deus quem criou o dinheiro, e sim, os humanos, ele cobra a dívida de cada um nos hábitos que cada mutante assume.

Uma parábola fantástica sobre a mudança é a da águia. Ela quebra seu bico, arranca suas unhas e se despena toda para conseguir usufruir de sua experiência quando a juventude não é mais companheira. Essa nos ensina que mudar requer atitude, perseverança e DOR, muita DOR.

Ninguém emagrece na segunda feira, ninguém é fiel nas juras do casamento ou pelo menos é sábio porque escreveu algo. A excelência está no habito e não no feito. Enquanto a vaidade nos faz sentir diferente a atitude nos torna e a disciplina nos consolida.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra

Fisioterapia, profissão ou mais um serviço?

Profissão ou serviço

O Fisioterapeutas  são profissionais, que em sua grande maioria, são apaixonados pelo o que fazem. Não há recompensa maior que conseguir devolver a função perdida por alguém através de condutas simples, porém, sistemáticas e eficazes. O grau de importância  na vida das pessoas é imensurável. Somente quem precisou, é quem sabe o verdadeiro “valor” do Fisioterapeuta.

No Brasil, nossa profissão é praticada há mais de 100 anos, porém, oficializada há menos de 50. Surgimos, na realidade, como um adendo, uma colaboração, um serviço que “dava uma força” para outros profissionais serem laureados por nosso esforço. Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais são os focos da criação de nossa profissão, Instituto Ademar de Barros e ABBR estão entre os primeiros espaços destinados a “prestação de serviços fisioterapêuticos”.

Fomos ajudantes, depois auxiliares, depois técnicos e a partir de 1969 profissionais de nível superior. Quem nos ensinava? Quem nos supervisionava? Nós avaliamos e prescrevemos, ou somente executamos? Diariamente centenas de perguntas como essas giram o cotidiano, mesmo de forma “abafada”, o cotidiano de inúmeros profissionais que sonham com a autonomia.

Não pedimos para ter os nossos serviços pagos pelas Operadoras de Plano de Saúde. Médicos que, na época do inicio desse sistema de saúde, possuíam “serviços” onde se “aplicava” as “fisioterapias” dominavam o mercado. Com o tempo, os “donos de clínicas” começaram a mudar de perfil, o Fisioterapeuta, agora, assumia tal posição. Contudo, esse não se preparou para tanto e observamos inúmeros problemas desde então.

O Fisioterapeuta que hoje pretende entrar no mercado, seja como autônomo, seja  como empresa, ou então, através de concursos públicos, deve entender que precisa COMPORTAR-SE COMO PROFISSIONAL E NÃO COMO UM CONDUTOR DE SERVIÇOS, sendo, portanto necessários, inúmeros conhecimentos, além dos técnicos,   para o estabelecimento desse no mercado de trabalho. Isso deve começar ainda nos bancos escolares.

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

Custos e qualidade nos serviços fisioterapêuticos

custos e qualidade

Durante a formação acadêmica  dos fisioterapeutas são ensinadas inúmeras formas de cuidar das pessoas. Por quase 5 anos, os acadêmicos recebem instruções sobre recursos, métodos e orientações relacionados às disfunções comuns aos pacientes que necessitam dos serviços fisioterapêuticos. Ao graduarem-se, tais profissionais podem passar por uma situação que, muitas vezes, apresenta-se de forma desagradável, a formulação do preço de seus serviços sem que isso venha comprometer a qualidade do mesmo. Essa disciplina não é mostrada nos bancos acadêmicos.

Uma situação, bem comum, é quando o acadêmico realiza um estágio irregular achando que vai ser empregado e logo quando cola grau, é simplesmente substituído. Outra é quando esse recebe a seguinte orientação: “você tem que atender tantas pessoas por dia”. Nas empresas menores, em que existe a necessidade do profissional, mas essa não pode arcar com um custo fixo do piso salarial , o fisioterapêuta tem a liberdade nos atendimentos, mas sua remuneração inicialmente é baixa, já que tal profissional “não tem clientes”. Por essas e outras razões, o profissional fisioterapêuta fica desnorteado , pois antes conhecia somente a realidade estudantil.

A qualidade pode e deve ser obrigatória em todos os serviços fisioterapêuticos, mas não podemos esquecer que temos um custo para consegui-la. Infelizmente, muitos profissionais acreditam, que a qualidade está relacionada somente aos atendimentos individuais ou então aqueles que “não são ensinados na faculdade”. O COFFITO, órgão máximo que nos regulamenta, desenvolveu um documento, intitulado Parâmetros Assistenciais, que pode ser um guia para caracterizar a rotina de nosso serviço.

O tempo de atendimento é sem dúvida um dos itens que deve ser mensurado quando o assunto é qualidade, e, esse, relaciona-se diretamente aos custos fixos da empresa ou do profissional que presta o serviço. Minha opinião é que sem o devido controle do tempo dos atendimentos essa relação fica totalmente desequilibrada. Não será interessante, financeiramente, permanecer com um cliente por um tempo que possa gerar prejuízo para o profissional ou instituição.

No mercado, na grande maioria das vezes, não conseguimos repetir os processos feitos nas faculdades, pois lá  recebemos conhecimento e nesse nós oferecemos o serviço. Os clientes, em sua maioria, podem querer utilizar os seus planos de saúde e dessa forma, o empresário ou profissional liberal deve repensar em como oferecer o mesmo serviço recebendo valores que, na grande maioria das situações, são incompatíveis com a realidade.

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

Curso de DLM com módulo de empreendedorismo na clínica Somma

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Hoje iniciamos mais um curso de Drenagem Linfática Manual ministrado por Dra.Lena Monteiro Cintra. Esse, previsto para 40 horas,  abordará os temas de DLM Corporal e Facial contudo, terá, no conteúdo programático, a inclusão de um módulo de empreendedorismo. A idéia é que o aluno conclua a capacitação não  apenas conhecendo as manobras tradicionais mas, aprenda a identificar algumas características básicas do mercado da Fisioterapia, inclusive com noções para a formação de preço dos serviços que serão prestados.

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

Eliminando Operadoras de Planos de Saúde

plano-de-saúde

 

Trabalhar com Operadoras de Planos de Saúde é algo inevitável. A grande maioria da população brasileira mal pode pagar um plano de saúde, imagine, um tratamento particular de Fisioterapia.

Isso não significa que devemos permanecer estáticos, lamentando diariamente que os valores não são corrigidos e procurando culpa em sei lá quem. Comparo o trabalho com OPS com uso do “sal”, que ajuda a temperar os primeiros anos como profissionais, mas, após incorporado em nosso cotidiano, nos consome em trabalhos burocráticos intermináveis para o pedido de autorizações, envio de guias e preparo de recursos de glosa.

O segredo para sair desse ciclo não está na escolha de nenhum método fantástico ou caro para se trabalhar. Muitos desses, tornam-se inacessíveis e para que possamos transformá-los em dinheiro precisaremos, não apenas do conhecimento técnico, ou de uma sala bem arrumada.

Então, por onde começar? O que devo fazer para não ficar a mercê dos vampiros da saúde que sugam a força de trabalho de milhares de Fisioterapeutas no Brasil? A palavra, é simples e curta: GESTÃO!!

Identificar:

• Público alvo,

• Custos fixos e variáveis,

• Estratégias de marketing,

• Como será o fluxo de caixa,

• Qual faixa de preço deve-se ou pode-se cobrar,

• Quem será a concorrência,

• Quais são os modismos

Esses são apenas alguns dos itens que o Fisioterapeuta Empresário deve conhecer e praticar. Tudo que fora mencionado acima, deve ser aplicado de forma pragmática, longe das paixões que cercam nosso cotidiano. Esse estudo é constante e sempre deve retroalimentar-se de mais informações sobre a rotina do trabalho diário.

A partir do momento que você se conhece, conhece o seu cliente e conhece como a operadora trabalha, você poderá aos poucos não depender mais dessa “cesta de ovos”. Mas para que isso ocorra é necessário colocar o medo e o comodismo no local certo.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Uma reflexão sobre a Fisioterapia

fisioterapeutas

Nos últimos 20 anos tenho observado a população exigindo cada vez mais que os serviços de Fisioterapia se renovem, evoluam, se estruturem, enfim, estejam prontos para atender a grande demanda existente. Mas, diariamente escuto queixas sobre tais serviços oferecidos por clínicas e hospitais da rede privada. Por inúmeras vezes recebi pacientes queimados por equipamentos mal utilizados, outros com o quadro piorados depois de iniciar a Fisioterapia, vários com subluxações vertebrais ou estiramentos ligamentares por manipulações erradas da coluna e quase todos dizendo a mesma coisa: “Eu não acredito que a Fisioterapia possa fazer algo por mim”.

É realmente lastimável que grande parte da população não consiga ter acesso aos SERVIÇOS PROFISSIONAIS DE FISIOTERAPIA. Afirmo, sem pestanejar, que hoje mais de 80% dos SERVIÇOS PRIVADOS DE FISIOTERAPIA estão funcionando através de mão-de-obra não especializada, ou melhor, MÃO-DE-OBRA ILEGAL.

São AUXILIARES DE FISIOTERAPIA, que usam “branco” e se espalham diariamente em vários ambientes ditos como seguros para a realização dos tratamentos Fisioterapêuticos. Cabe ao CREFITO fazer valer a lei e proteger a população dessa prática, cabe a população negar-se a esse tipo de atendimento denunciando tais locais e cabem aos acadêmicos que desejam sobreviver dessa profissão não se submeterem a essa prática.

Os planos de saúde, enquanto cobram verdadeiras fortunas aos seus associados, não respeitam os profissionais Fisioterapeutas e pagam valores ridículos que dificultam a profissionalização dos serviços que “atendem por convênio”. Cria-se daí um ciclo: Como eu não recebo eu não ofereço o serviço. O usuário que resolva.

Se você, leitor, deseja usufruir de um serviço de Fisioterapia Profissional não aceite ser atendido por auxiliares que sem nenhuma responsabilidade técnica expõe vossa saúde a riscos desnecessários. Procure o CREFITO (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) de sua cidade e peça informações sobre os serviços que estão dentro dos padrões exigidos.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Os barquinhos

SONY DSCEra uma vez um barquinho chamado CONHECIMENTO. Conhecedor dos 7 mares ele ficava horas imaginando como seria entrar mar a dentro, pois, como se dedicava muito na busca do saber não tinha tempo para praticá-lo.

Certo dia surgiu uma jangada chamada PRÁTICA. Essa sim, realizava todas as manobras no mar e logo chamou a atenção do CONHECIMENTO. Ela, embora muito decidida, não sabia como chegar aos seus objetivos, pois preocupava-SE somente na realização das manobras marítimas e nunca com o planejamento.

Os 2 começaram a namorar e as coisas corriam bem, mas a VAIDADE que andava perambulando solitária pelo mundo seduziu os 2 com um mapa muito bonito chamado IMPETO. Esse era tão poderoso que cegava e ensurdecia quem o utilizasse.

O CONHECIMENTO foi o primeiro a ser fisgado. Dizia ele, agora, não depender mais da PRÁTICA. Porém, bastou uma tempestade branda que esse quase naufragou. Com muito esforço conseguiu chegar em terra firme.

A PRÁTICA resolveu se aventurar muitas milhas da costa. O IMPETO substituiria o CONHECIMENTO, e isso seria suficiente, mas se viu perdida sem saber como voltar. Foi por pura sorte que um vento a jogou em terra firme depois de 1 semana a deriva em alto mar.

Um tempo depois um sábio ouvindo a história de amor se desfazer pela VAIDADE passou a aconselhar os jovens lhe entregando um talismã chamado HUMILDADE. Dividido em 2 partes iguais o mesmo só teria poder se ambos permanecessem juntos. Quando o CONHECIMENTO e PRÁTICA não andam de mãos dadas surge a VAIDADE mostrando que o IMPETO é o melhor caminho, mas ainda bem a HUMILDADE os mantém unidos para navegarem sem parar levando paz e harmonia para toda a humanidade.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra

Caminhando juntos

fisioterapeuta

A história das profissões é tão antiga quanto a história da humanidade. Somos o que resolvemos fazer diariamente. Assim sendo, nossas atividades profissionais vão muito além de meras ocupações para gerar dinheiro, mas caracteriza o nosso papel no mundo.

Atualmente, a Fisioterapia no Brasil está em franca evolução. Não me limitarei, aqui, em descrever avanços científicos, pois esses já são bem notórios, mas de conquistas políticas e sociais que nos firmam como verdadeiros profissionais da saúde.
Se um dia fomos técnicos, hoje não mais. Se um dia dependemos de encaminhamentos com receitinhas, hoje não mais. Se um dia éramos “empregados” que tínhamos que seguir o que o “chefe” mandava, hoje somos PROFISSIONAIS LIBERAIS, FISIOTERAPEUTAS EMPRESÁRIOS que geram emprego e renda, contribuindo, dessa forma, para o crescimento de nosso país.

O MOVIMENTO ASSOCIATIVO NA FISIOTERAPIA é uma realidade, e AQUELE QUE NEGLIGÊNCIA ISSO perderá uma excelente oportunidade de VERDADEIRAMENTE CONTRIBUIR para NOSSA PROFISSÃO. Pensamentos podem até inspirar, palavras, podem até convencer, mas somente gestos consolidam nossos planos.

Não devemos esperar a atitude ou o exemplo de ninguém para criarmos nossa independência. Pois, isso, na essência já é uma dependência.

Por tudo isso faço aqui o meu apelo a todos os ACADÊMICOS, COORDENADORES DE CURSO, FISIOTERAPEUTAS E EMPRESÁRIOS DA FISIOTERAPIA – VAMOS CAMINHAR JUNTOS, POIS, CONQUISTAS ISOLADAS SÃO MOMENTÂNEAS, MAS CONQUISTAS COLETIVAS SÃO ETERNAS.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra

Falando um pouco sobre Fisioterapia Profissional

Fisioterapia_Profissional

A Fisioterapia começou a ser praticada no Brasil no final do século XIX no Rio de Janeiro na “Casa das Duchas”, idealizada pelo médico Arthur Silva. No início do século XX, mas precisamente em 1919, foi fundado o Departamento de Eletricidade Médica pelo professor Raphael de Barros na Faculdade de Medicina da USP.

Passaram 10 anos e em 1929 foi fundado o Serviço de Fisioterapia do Instituito Radium Arnaldo Vieria de Carvalho pelo Dr.Waldo Rolim de Morais no local do hospital Central da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Naquela época, os médicos eram os profissionais que realizavam os procedimentos fisioterapêutico.

Com o aumento do número de pacientes, foi observado que esses profissionais precisavam de “auxiliares” que conduziriam o paciente ao longo dos procedimentos prescritos. Então, em 1951, Waldo Rolim de Morais planejou o 1º curso de Fisioterapia do Brasil com o objetivo de formar técnicos em fisioterapia, funcionava no 7º andar do instituto da criança. O curso era dão pelos próprios médicos do hospital. Os alunos eram avaliados por médicos e enfermeiros.

Esse curso permaneceu até 1958. Em 1956 a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação, no Rio de janeiro, cria o primeiro curso de Fisioterapia de nível superior do país, no Rio de Janeiro. Podemos relatar que tanto o surto de Polimielite como a 2º Guerra mundial foram grandes molas na criação da profissão de Fisioterapeuta.

No inicio dos anos 60, um parecer do MEC forneceu as primeiras exigências curriculares para o curso de “técnicos em reabilitação”. A fisioterapia acabou sendo reconhecida como profissão no final dos anos 60, para se mais preciso pelo decreto 938 de 13 de outubro de 1969. Atualmente, a fisioterapia completa 44 anos de regularidade e vem ganhando um espaço muito importante na saúde pública.

Infelizmente, existem grupos que ainda não conseguiram entender a verdadeira importância do profissionalismo em nossa área. Acadêmicos de fisioterapia, mal informados, lotam as grandes clínicas de fisioterapia e realizam procedimentos sem a devida supervisão legal. Se comportam na realidade como os “auxiliares de fisioterapia” do começo do século XX. É preciso que o usuário do serviço de saúde suplementar não aceite essa situação, pois são inúmeros os erros cometidos por esses “falsos profissionais” que ”iludidos” abandonam os conceitos acadêmicos, e se especializam em ligar e deslizar equipamentos.