Entidades de Classe – Associações

associação

Associações são agremiação que podem representar Fisioterapeutas ou Prestadores de Serviços Fisioterapêuticos com objetivos sociais, científicos, políticos ou financeiros.

As associações de profissionais normalmente estão envolvidas com a promoção de eventos  para a classe. Essa também acaba chancelando tais eventos, dando-lhes, assim, maior credibilidade.

As associações de prestadores de serviços Fisioterapêuticos representam os consultórios e/ou as empresas de Fisioterapia. Essas acabam direcionando-se mais nas negociações com as OPS(Operadoras de Planos de Saúde) no quesito honorários dos serviços prestados.

A filiação às associações não é obrigatória, da mesma forma os ganhos também não necessariamente precisariam ser repassados para todos os que não se associaram. Isso é uma das principais diferenças dessas frente aos sindicatos.

O processo de criação de uma associação passa pelas seguintes etapas:

1) Convocação – Anúncio em jornais de grande circulação

2) Assembléia Geral

3) Leitura de Estatuto

4) Preparo de ATA

5) Registro em Cartório

6) Registro na Receita Federal

7) Estabelecimento Fixo

8) Registro na Prefeitura

9) Conta Bancária.

 

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

 

A união de uma classe

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Quando falamos em união de classe, pensamos diretamente em profissões mais antigas ou então nas que contam com grandes quantidades de trabalhadores e no mesmo local. Infelizmente a Fisioterapia não se encaixa em nenhuma das situações. Temos pouco mais de 40 anos de profissão regulamentada e ainda somos ensinados a trabalhar de forma independente. Em outros tempos, a união era forjada através de discussões em bares, e quando avançadas, com assembleias em associações e sindicatos. Atualmente, a mídia estimula a concorrência, por diversas vezes desleal, e as redes sociais facilitam a propagação desse estilo de vida. Para que possamos criar uma identidade de classe, é necessário que todos os profissionais estejam pensando e agindo da mesma forma, pois ao mostrarmos de forma positiva, que temos um foco, uma meta, temos também um destino. Sabemos onde queremos chegar.

É com essa visão que foi formada a UNIFISIO/RS. A UNIÃO DOS FISIOTERAPEUTAS DO RIO GRANDE DO SUL. Idealizamos uma profissão unida, coesa e, acima de tudo, ética. Estamos no caminho certo, mas ainda nos primeiros passos. Para darmos passos firmes, e certos que na direção correta, queremos contar com quem forma esse grande rizoma: os fisioterapeutas. Precisamos que nossos profissionais colaborem nesse processo de formação. A partir do momento que tivermos uma rede de profissionais atuando de forma integrada, buscando a melhora coletiva, o resultado individual aparecerá em um horizonte mais próximo e positivo. Assumi o desafio de tirar a união dos fisioterapeutas do diálogo para colocá-la em prática, porém pouco será feito com um grupo pequeno. Para isso, é preciso que nos familiarizemos com a ideia de atuar em conjunto com nossos próprios colegas de profissão. Só conseguiremos avançar com segurança e respeito quando tivermos uma base firme. A partir daí, poderemos conquistar nossos espaços de atuação que, até então, deixamos de ocupar, nos quais deveríamos estar desde a sua criação.

Como ainda trilhamos caminhos individualistas, desconhecemos o nosso verdadeiro potencial de grupo. E para que possamos melhor aproveitá-lo, faz-se necessário que, em primeiro lugar, nossos colegas saibam da existência dessa União. De seus objetivos e dos planos. Para isso, peço que comuniquem aos seus colegas sobre a UNIFISIO/RS. Vamos torná-la conhecida entre nós mesmos. Curta. Compartilhe essa idéia.

Filipe Langlois
Presidente da UNIFISIO

O fisioterapeuta e o associativismo.

Dr.Antônio Tomaz – APRESFISIO/RN

Não saímos da academia com um olhar para o coletivo. Parece que o senso individualista fala mais alto. Queremos a toda prova ganhar dinheiro já, “na minha clínica, no meu consultório”. Com o passar do tempo, chegamos a uma realidade vivida por quem já trilhou o caminho… Tentamos segurar um status que nos parece um fardo. Aí, eis que um amigo, menos carregado de pudor, nos fala de suas dificuldades, ouvindo aquilo como se estivesse a falar da nossa rotina pessoal; das nossas lutas, dos nossos insucessos, tudo muito igual. Resolvemos então, quebrar o gelo e dizer que conosco também acontece algo semelhante, porém não falo tudo, tentamos segurar o orgulho de que sabemos como driblar as dificuldades, com ideias que só a mim pertencem.

Até que não aguentando mas resolvemos abrir o jogo: “está tudo muito ruim, as ops não dão a mínima para os nossos pedidos, ameaçam, desdenham, sapateiam em cima da situação, enquanto buscamos bravamente algumas poucas estratégias junto a outros colegas com mais experiência…”.
Não muito longe disso tudo, alguns mais amadurecidos, tentam se organizar e abrem suas caixas pretas: contas a pagar, receitas insuficientes, valores remuneratórios muito baixos, contratos leoninos, clínicas e consultórios fechando suas portas, alguns ainda resistindo mesmo sabendo que custeiam as OPS com seus valores aviltantes…
Descobrimos que temos um referencial de honorários; que não estamos na TUS (o que é mesmo isso?); que nossas tabelas são médicas; que infringimos a vida toda, o nosso código de ética; que ANS regula tudo (regula o que?); que nem temos representantes lá (na ANS); que não temos reajustados os valores das tabelas, pelas OPS e que estas não podem funcionar sem fisioterapia; que elas (OPS) estão organizadas em associações, federações e nós não; que as OPS são muito fortes e nós (sozinhos), não.
Então… Entendemos que para sermos fortes temos que nos unir. Unirmo-nos uns aos outros; formarmos associações, que estas precisam se unir a outras, orientadas por uma federação. Surge assim, uma palavra que agrega tudo isso: associativismo: que de modo muito simples traduz-se pela união de pessoas em prol das mesmas metas, de forma organizada. É desse modo que renascemos em grupo, com o olhar voltado para o mesmo horizonte,
Precisamos cada vez mais nos informar; formar uma consciência política e empreendedora. Um batalhão de verdadeiros empresários, que negociam seu labor com dignidade, sem pedir. Negociando, de verdade.

Por Antonio Tomaz de Aquino 
Presidente da APRESFISIO/RN