O que é empreendedorismo?

Gilmar

Prof.Gilmar Barros

A sabedoria popular há muito tempo descobriu que, diferente do dicionário, o sucesso só vem depois do trabalho, ou seja, acredita-se que só com muito trabalho e esforço um indivíduo ou empresa podem estabelecer um status de reconhecimento financeiro e social denominado sucesso. Porém isso é só uma meia verdade ou uma verdade não dita em plenitude, já que nem sempre muito trabalho e esforço se refletem em sucesso.
Na verdade, a definição de sucesso ainda é um campo de debate entre os intelectuais, no entanto, nós preferimos utilizar a definição de status social adquirido, ou seja, quando depende do esforço pessoal para sua obtenção, obedecendo a uma perspectiva liberal-meritocrática onde habilidades, conhecimento e capacidade pessoal utilizadas a partir um objetivo (foco a ser alcançado) faz o indivíduo vencedor frente a outros que empreendem esforços no mesmo campo de atuação.
Note que no parágrafo anterior temos duas palavras novas que nos chamam atenção, a primeira foco, e a segunda empreender. Foco diz respeito a objetivo, a fronteira a ser vencida, ou como diz o brilhante professor Robert Cialdine autor do Livro Influence: The Psychology of Persuasion, foco é sair do estado vegetativo onde o sujeito é apenas um agente passivo para um estado onde o sujeito é um ser ativo que programa seu destino pessoal estabelecendo metas a serem vencidas no decorrer do desenvolvimento do trabalho. A segunda palavra é empreender, deixando de lado cientificismo, é buscar tornar real uma ideia. Daí, temos atualmente, até porque o mundo ainda encontra-se em uma crise econômica mundial desde meados de 2010, ou como dizem alguns autores, desde 2008 já tivemos várias e crises e outras podem nos sobrevir, o foco hoje mais discutido nos meios acadêmicos de administração e também nas diversas esferas sociais derivam da palavra empreender, empreendedorismo e empreendedor.
Mas o que é empreendedorismo? Quem é o empreendedor?
De acordo com Dodabela (1999,p.43) Empreendedorismo é um neologismo derivado da livre tradução da palavra ‘entepreneurship” e utilizado para designar os estudos relativos ao empreendedor, seu perfil, suas origens, seu sistema de atividades, seu universo de atuação, sendo pois, um estudo voltado ao desenvolvimento de conhecimentos e habilidade voltadas a realização de algo pré-idealizado, tais como projetos no campo técnico, científico ou empresarial.
Conquanto, o Empreendedor segundo Shumperter apud Dornelas (2001, p.37) citado por Cecconollo e Ajzental (2008, p.2) é aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos materiais.
Mas o que tudo isso tem de relação com a Fisioterapia?
A Fisioterapia é considerada a ciência da saúde que estuda e trata através de meios físicos os distúrbios do movimento humano. Certo? Errado. Alguns de nós fisioterapeutas encontraram nessa definição um limite, e começaram a empreender esforços no tratamento de pets (animais de estimação) e até cavalos de competição. Isso, portanto é um exemplo de empreendedorismo, que num sentido mais amplo, pode e deve ser considerada inovação.
Outro exemplo de empreendedorismo, no campo da fisioterapia, foi quando os primeiros fisioterapeutas, e tenho orgulho de ter sido um dos primeiros ainda no ano 2000 na cidade de Quixadá, onde resido atualmente, saíram das Clínicas de Reabilitação e passaram a atuar junto as equipes da Estratégia Saúde da Família e mais tarde até assumindo cargos de Gestão em Saúde Pública até como Secretários Municipais de Saúde adquirindo e desenvolvendo conhecimentos e habilidades em promoção e proteção à saúde das populações.
Por fim, nas últimas duas décadas deixamos de ser somente profissionais liberais e funcionários de clínicas médicas, e passamos a ter nossos próprios serviços, idealizamos novas formas de atender e adquirimos conhecimento bastante para empreendermos autonomia profissional e reconhecimento social. Mesmo assim, saímos dos cursos de graduação ainda muito frágeis e às vezes ansiosos idealizando projetos de clínicas de fisioterapia e até mesmo policlínicas sem ter-nos solo em baixo dos pés (conhecimentos e habilidades específicas de gerenciamento) resultando numa multidão de estabelecimentos que fecham as portas. Este artigo chama atenção aos profissionais fisioterapeutas empresários ao trabalho com foco, planejamento e estratégia de resultados, temas que poderemos abordar mais tardiamente. Obrigado!

Professor Gilmar de Oliveira Barros Silva
Bacharel em Fisioterapia – UNIFOR
Especialista em Gestão e Sistemas de Serviços de Saúde – UEPA
Mestre em Saúde Coletiva – UNIFOR
CEO das Clínicas Gilmar Barros

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