O lavrador, o corvo e os girassóis.

O corvo e os girassóis

Era uma vez um lavrador que plantava girassóis. Escolher o local dos canteiros, arar a terra, adubá-la e semeá-la custaram-lhe anos de estudo e dedicação. O jardim, sempre florido, causava desejo de muitos pássaros estarem por perto. Girassóis belíssimos deixavam suas sementes caírem no chão e, assim, naturalmente, alimentavam o bando que o retribuía com cantos magníficos.

O lavrador acolhia todos os bichos que rodeavam o seu jardim, até mesmo os menos queridos por alguns. Certo dia, um corvo esfomeado e desafinado, foi pedir-lhe esmolas. O lavrador foi reticente inicialmente, mas aceitou que esse se alimentasse da beleza e fartura do seu jardim. Ensinou-lhe como usufruir de tudo aquilo sem causar nenhum dano a natureza.

O corvo, porém, não imaginava que todos os outros pássaros que lá estavam eram extremamente fiéis àquele homem que dedicou a vida inteira para construir o jardim. Um certo dia, ele resolveu roubar alguns pés de girassol para tê-los somente para si. Aproveitou-se de um momento de ausência do pobre trabalhador e tentou arrancar alguns girassóis. Um grupo de colibris viu o que acontecia e foi falar para o lavrador esperando que esse banisse o corvo do jardim.

O lavrador, ao ouvir a história, sentou-se numa pedra e pôs-se a chorar explicando:

A riqueza de nosso jardim não estava nas plantas, e sim como cuidamos delas. È preciso dedicação para isso e não oportunismo

  • Girassóis, quando arrancados, param de germinar, é preciso estudo para saber disso.
  • A fome será o seu destino, pois os pássaros que freqüentam o jardim jamais o deixarão entrar novamente. Se as sementes alimentam por um tempo, amigos poderiam o alimentar pelo resto da vida.

E assim o corvo foi embora e nunca mais ouviu-se falar dele.

 

Luis Henrique Cintra

 

O príncipe mimado

principe mimado

Era uma vez um príncipe herdeiro de grande fortuna e criado rodeado de  vassalos e bajuladores. Sua fama, de esbanjador, ecoava pelos 4 cantos do reino, o que atraía oportunistas e bisbilhoteiros formando, assim, uma grande e pseudo platéia para seus feitos.
Certo dia esse garoto mimado desejou ir à guerra e foi aconselhar – se com um velho general. Esse, como conhecia a história de seu superior, tentou desencorajar – lhe,  pois via,  naquele pequeno fedelho, alguém que desejava um grande feito, mas, sem muito esforço. Pressionado pelas circunstâncias,  acabou aceitando o desafio.

O general Reuniu exércitos de diferentes lugares e começou o treinamento. Muitos, desses, eram criaram esperançosas de uma vida melhor, pois, mesmo não conhecendo o príncipe, seguiam cegamente o mando do general.

O príncipe, devido a sua ignorância e arrogância,  só pensava em entrar em combate, mas, o general, precavido, para poupar a vida de todos, esperava o momento certo de agir. Quanto mais o general tentava treinar o príncipe para as batalhas, mais esse continuava a gastar as provisões do exército com festas e banquetes onde expunha sua bela espada e seu manto de veludo.

Por fim, esse garoto mimado disse que o general era incompetente e o exército fraco. Mandou, sem pestanejar , dispensar todos, inclusive os mais necessitados. Não pagando, inclusive, o soldo daqueles que, até o presente momento, foram-lhe fiéis

O general, decepcionado, não com o príncipe,  mas consigo por ter aceitado missão tão infame jurou nunca mais por seus soldados sob mando desse déspota.

Concluiu sua participação dizendo:

– Quem brinca com a vida dos outros nunca encontrará a paz, pois seus projetos não passam de castelos de areia erguidos antes da tempestade, e se um dia for lembrado, será através de piadas em mesa de bar.

 

Luis Henrique Cintra

Adoro recebê-las…

criticas

É bom receber críticas, pois no mínimo, essas expressam que de alguma forma nossas opiniões ou atitudes atingiram, de alguma forma, alguém na concordância ou não de um ponto de vista que, quando criado, fazia sentido.

Tantas são as críticas como os criticadores. Cada um revelando o seu papel no contexto de uma discussão. Ter ter mais paciência com aqueles que, por ignorância, chegam a difamar ou caluniar é primordial, pois, tais atos, na grande maioria das vezes são acompanhados pela ira, sentimento que nos torna propensos a desvirtuar nossas atitudes.

Vivemos num mundo onde todos desejam expor seus pontos de vista, porém, somente alguns acabam tendo coragem para isso. É exatamente dessa forma muitos lideres recebem comentários que, de alguma forma, podem tirar-lhes do sério. Cabe ao criticado, portanto, usar as críticas em seu favor, seja para aprimorar-se, seja conseguir novos adeptos.

 

Luis Henrique Cintra

 

Os 7 pecados

sete pecados

Quando alguém lhe disser que seus projetos não darão certo, escute, é importante. Nisso ela lhe mostra várias coisas como:
1) Preguiça, pois não teve disposição para realizá-los
2) Raiva, pois não teve inteligência para realizá-los
3) Inveja, pois não teve o carisma para realizá-los
4) Luxúria, pois não se concentrou para realizá-los
5) Avareza, pois não foi generosa para realizá-los.
6) Gula, pois não confraternizou para realizá-los
7) Cobiça, pois não quis dividir para realizá-los