Cooperativa de Terapeutas – Utopia ou necessidade?

Cooperativa de Terapeutas

As OPS(Operadoras de Planos de Saúde), hoje existentes no mercado, surgiram da necessidade do público em geral de ter alguém para assegurar-lhes os serviços de saúde. Por outro lado,  um grupo de profissionais, MÉDICOS espalhados por todo o BRASIL, resolveu  unir-se, sob forma de COOPERATIVAS, com o objetivo de prestar serviços de saúde. Dessa maneira esses profissionais criaram suas tabelas e eram contratados, ora pelo Estado, ora por empresas(hospitais, clínicas, ambulatórios etc) para o exercício de suas atividades. Daí, surgiram as primeiras TABELAS DE PROCEDIMENTOS MÉDICOS que unificava boa parte das atividades feitas por tais colegas.

Como a visão de saúde extrapola a necessidade de somente colegas médicos, outros profissionais(enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais etc) foram englobados nessa prestação de serviços ao usuário. Contudo, esses foram classificados como “funcionários” das instituições de saúde privadas ou públicas, e não como prestadores de serviços. Dessa forma, o raciocínio sobre uma tabela de procedimentos não foi desenvolvido por muitos anos, pois o profissional TERAPEUTA recebia salário. Isso não significa que não houvesse tal tabela, mas que essa descrevia procedimentos que não eram “privativos da categoria”, pelo menos na prática. Na Fisioterapia, por exemplo, por anos os procedimentos eram fisiátricos. Enfim, NÓS, TERAPEUTAS, sempre fomos vistos, ou então nos comportamos,  como mão de obra para “arrumar” as coisas, e não como profissionais liberais que devemos receber pela complexidade dos procedimentos realizados. Até hoje, colegas Enfermeiros trabalham sob sistema de plantão e NUNCA PELOS PROCEDIMENTOS REALIZADOS.

Empresas  de Fisioterapia foram criadas mas isso só gerou novos problemas, pois essas não conseguiam remunerar seus Fisioterapeutas devido aos baixos honorários pagos pelas operadoras, sem contar com concorrência desleal frente a outras que contratam estagiários. Para fugir da baixa remuneração, as empresas de Fisioterapia começaram a oferecer serviços individuais ou, então, outros que, por enquanto, ainda não são cobertos pelas OPS.

Hoje, algumas das antigas cooperativas médicas, transformaram-se em imensas OPS, a UNIMED é um exemplo. Por não a UNITERA?

Venho então, lançar, ou talvez reforçar, aqui, a idéia de uma COOPERATIVA DE TERAPEUTAS. Essa seria formada por odos os profissionais que não sejam médicos, mas que na Classificação Brasileira de Ocupações trabalhem na saúde. Tal entidade seria A GRANDE PRESTADORA DE SERVIÇOS PARA AS OPS DE ATIVIDADES PRIVATIVAS DOS TERAPEUTAS. As negociações por melhores honorários seriam feitas entre tais entidades jurídicas. Como o tempo tal cooperativa poderia se estruturar cada vez mais e quem sabe oferecer, aos seus cooperados, ‘ESPAÇOS TERAPÊUTICOS’ para o exercício de cada atividade.

Vamos amadurecer a visão do cooperativismo amigos. 1 mais 1 sempre mais que 2, assim, teremos nossa AUTONOMIA PROFISSIONAL.

 

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

 

Chapa LHC vence as eleições para o CAFISIO / INTA

Chapa LHC

Tive a honra de acompanhar pleito democrático realizado pelo CA Ruy Gallart de Menezes do INTA(Sobral) com o objetivo de eleger os novos representantes estudantis que representam o futuro de minha profissão. Três chapas concorriam: HELDER MONTENEGRO, LHC e SÔNIA GUSMANN.

Segunda-feira, 08/09/2014, foi feita a eleição com o seguinte resultado:

– HELDER MONTENEGRO:  29,44%

– LHC: 39,77%

-SÔNIA GUSMANN: 26,97

– BRANCOS/NULOS: 3,82%

Sendo portanto a CHAPA LHC – Luis Henrique Cintra – a vencedora do pleito. Parabéns a todos os integrantes da chapa e que seus eleitores entendam que nenhuma gestão é feita somente pelos gestores. Acreditem que nossa profissão pode ser diferente que ela será.

Aos membros da diretoria:

Façam jus à vossa missão, lembrem – se que vocês representam um grupo de pessoas que visualizam nossa profissão como o objetivo de suas vidas.Tenham cuidado com a vaidade, foquem – se nos resultados e nunca, nunca ajam fugindo de nosso código de ética.

 

Calma e força. …sempre.

 

Cumpro agora minha promessa inaugurando uma página permanente nesse espaço para a chapa vencedora. Essa poderá publicar suas informações sempre que assim desejar, acesse:

http://fisioterapeutasempresarios.wordpress.com/entidades-de-classe/centros-academicos/ca-ruy-gallart-de-menezes/

 

Luis Henrique Cintra

Entidades de Classe – União? Para quê mesmo?

 

Uniao para queEm março de 2013 alguns Fisioterapeutas desbravando caminhos que todos já conhecemos revolveram criar uma associação de prestadores de serviços de fisioterapia, surgiu assim a APRECEFISIO. Essa entidade representa a união de empresas e consultórios que visam conseguir uma remuneração justa sobre os honorários atualmente pagos pelas Operadoras de Planos de Saúde. Vencendo as dificuldades que o cotidiano impõe, em menos de 3 meses , nossa associação já estava totalmente regularizada. Filiada a FENAFISIO(Federação Nacional das Associações de Prestadores) segue o objetivo principal de implantação do Referencial Nacional de Honorários Fisioterapêuticos, atualmente disponibilizado no site do Coffito.

Em agosto de 2013 fomos surpreendidos com uma medida arbitrária da Operadora Camed que, alegando uma determinação da ANS, reduzia nossos honorários pela metade. Imediatamente nos reunimos e conseguimos garantir que os antigos contratos fossem mantidos até novas negociações. Essa Operadora partiu então para  a NEGOCIAÇÃO INDIVIDUAL no intuito de pressionar cada empresa. Inúmeras reuniões, pareceres, comentários  e fofocas circularam sobre esse tema dentro dos negócios em Fisioterapia do Estado do Ceará  Fato  é que várias clinicas receberam o comunicado de descredenciamento dessa operadora após relatarem que não concordavam em receber valores abaixo do que antes recebiam. Alguma tiveram isso ainda em Dezembro/2013 e outras para agora final de janeiro/2014.

Após 20 anos de formado e convivendo com tais OPS há 16 anos vejo que se cada empresa for sempre olhar somente para os seus problemas individuais, jamais conseguiremos alcançar uma conquista que possa ser efetivamente importante para nossa classe.  Atualmente, os prestadores de serviços fisioterapêuticos possuem a a ANS(Agência Nacional de Saúde) que ajuda na regulamentação dos contratos firmados entre esses e as operadoras. Acredito que se não soubermos utilizar essa vantagem em nosso favor ficará bem difícil a sobrevivência dos serviços de Fisioterapia pelos próximos 10 anos, contudo, não esqueçamos que a parte mais forte de nosso grupo é sempre o elo mais fraco.

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

Entidades de Classe – Centros Acadêmicos

Centro Academico Fisioterapia

O centro acadêmico  é uma entidade estudantil que representa  os acadêmicos do Curso de Fisioterapia das Faculdades. Suas funções relacionam-se com  organização de atividades acadêmicas extra-curriculares como: debates, discussões, palestras, semanas temáticas, recepção de calouros e realização de projetos de extensão; encaminhamento, mobilização e organização de reivindicações e ações políticas dos estudantes, mediação de negociações e conflitos individuais e coletivos entre estudantes e a faculdade, realização de atividades culturais como feiras de livros, festivais diversos, entre outros.

O CA representa o começo do processo associativo de nossa classe, daí sua importância. É fundamental que o processo de eleição seja democrático, e, que os alunos procurem manter-se unidos para as deliberações desse, pois o mesmo acontecerá quando estiverem de frente para o mercado.

É importante que a PRESIDÊNCIA e a TESOURARIA fiquem atentas frente aos direitos dos alunos. Quando estudante, descobri que  na mensalidade que os alunos pagavam à Faculdade havia uma verba que era obrigatoriamente direcionada ao Centro Acadêmico e que havia alguns anos que não era tocada, esperando dessa forma o seu “dono”

Encontrei nesse site as etapas para a criação de um centro acadêmicos.

Vamos lá gente, QUEM SABE FAZ A HORA!!!

 

Fonte: http://dce.unifesp.br/casaas.html

 

Entidades de Classe – Crefitos

Crefito1

Os Crefitos ou Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional são AUTARQUIAS (pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei específica (art. 37, XIX, da Constituição Federal), que dispõem de patrimônio próprio e realizam atividades típicas do Estado, de forma descentralizada). No Brasil são em 14 e tem por objetivos principais:

I. Exercer função normativa e o controle ético, científico e social do exercício da fisioterapia e da terapia ocupacional em todo território nacional;

II. Baixar todos os atos normativos necessários à correta interpretação e execução da Lei nº 6.316/1975;

III. Supervisionar e Fiscalizar o exercício profissional das profissões em todo o território nacional, estimulando e zelando pelo prestígio e bom nome daqueles que a exercem, através do estabelecimento de princípios de controle, capazes de fundamentar a promoção de uma assistência profissional independente, científica, ética e resolutiva;

IV. Funcionar como Tribunal Superior de Ética nas demandas que envolvam profissionais Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais.

Infelizmente muitos colegas confundem os Crefitos como órgãos punitivos. É exatamente o contrário, contudo é preciso que entendamos que os Conselhos trabalham para proteger a população do FALSO FISIOTERAPEUTA e de proteger o Fisioterapeuta daquele que exerce nossa profissão ilegalmente. Contudo, é comum  escutarmos dos fiscais do Crefito de relatos onde estudantes e/ou auxiliares de fisioterapia pulam janelas, fizem-se pacientes, escondem-se no banheiro ou criam outras dezenas de formas de macular o nome de nossa profissão.

Não conseguiremos respeito e não nos respeitarmos. Não adianta dizer que o Crefito não faz nada se nós não fizermos. A fórmula é antiga e simples, UNIÃO.

Cabe, contudo, aos estudantes que não procurem estágios que não sejam oficiais ou então que não estejam dentro das normativas do COFFITO.  Acesse aqui

Entidades de Classe – Cooperativas de Fisioterapeutas

copoerativa 5

As cooperativas são reconhecidas por lei no Brasil desde 1971. O conjunto de normas que regulamenta esse setor de produção reconhece que o trabalho tem como princípio número um a adesão voluntária e livre. Um grupo só pode existir com mais de 20 membros.

É muito comum observamos COOPERATIVAS DE FISIOTERAPIA  prestando serviços em Hospitais, contudo, essa, organizando-se de maneira profissional, poderá atender em diversos locais como clínicas, domicílios escolas etc. Temos como exemplo a UNIMED que é uma das maiores corporações médicas do mundo

Nenhum associado é EMPREGADO DA COOPERATIVA, não ser as pessoas da parte administrativa e manutenção. Todos os FISIOTERAPEUTAS possuem suas escalas e outras rotinas dentro da instituição. Nos hospitais observamos isso em regime de plantões e/ou turnos que variam de acordo com a demanda.

Devido a complexidade da abertura e manutenção das COOPERATIVAS muitos colegas ERRADAMENTE criam EMPRESAS e as fazem funcionar como COOPERATIVAS. Isso é extremamente perigoso, pois no caso de “sociedades simples ou sociedades limitadas” observa-se que todos, que ali trabalham, tenham carteira assinada.

As determinações de como serão realizados os trabalhos, os horários, e possíveis reclamações quanto ao desempenho do cooperado deve ser feito pelo Gestor da Cooperativa Ação. Assim também deve ser feito por parte do Cooperado, qualquer reclamação, sugestão, solicitações, justificativas de falta devem ser feitos ao Gestor ou diretamente na Sede da Cooperativa, pessoalmente ou por telefone. Afinal, você não é funcionário da empresa e sim um autônomo sócio da Cooperativa Ação, que é a prestadora de serviços e responsável pelo desempenho de seus associados.

FONTE: http://www.brasilcooperativo.coop.br

 

 

Entidades de Classe – Associações

associação

Associações são agremiação que podem representar Fisioterapeutas ou Prestadores de Serviços Fisioterapêuticos com objetivos sociais, científicos, políticos ou financeiros.

As associações de profissionais normalmente estão envolvidas com a promoção de eventos  para a classe. Essa também acaba chancelando tais eventos, dando-lhes, assim, maior credibilidade.

As associações de prestadores de serviços Fisioterapêuticos representam os consultórios e/ou as empresas de Fisioterapia. Essas acabam direcionando-se mais nas negociações com as OPS(Operadoras de Planos de Saúde) no quesito honorários dos serviços prestados.

A filiação às associações não é obrigatória, da mesma forma os ganhos também não necessariamente precisariam ser repassados para todos os que não se associaram. Isso é uma das principais diferenças dessas frente aos sindicatos.

O processo de criação de uma associação passa pelas seguintes etapas:

1) Convocação – Anúncio em jornais de grande circulação

2) Assembléia Geral

3) Leitura de Estatuto

4) Preparo de ATA

5) Registro em Cartório

6) Registro na Receita Federal

7) Estabelecimento Fixo

8) Registro na Prefeitura

9) Conta Bancária.

 

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

 

Entidades de Classe – Sinfito

sindicato fisioterapia

O SINFITO é uma associação de fisioterapeutas tendo como função defender os seus interesses e direitos profissionais e de sua cidadania. Aliás, salienta-se a capacidade negocial que um SINFITO detém, concretamente, o direito de contratação coletiva, constitucionalmente consagrado, bem como a capacidade judiciária (isto é, o fato de poderem intervir como parte legítima em ações judiciais) e o direito de participação (nomeadamente na elaboração da legislação laboral).

Toda a ação sindical é um contributo dos fisioterapeutas não apenas para a defesa dos seus próprios interesses, como também para o desenvolvimento da própria sociedade.

O SINFITO não se limita a tratar dos problemas coletivos, decorrentes do exercício da própria profissão, mas igualmente se preocupa com a condição social dos fisioterapeutas enquanto cidadãos, estando aí a ação sindical direcionada para questões extra profissionais.

Um conjunto de fisioterapeutas tem mais força para agir do que cada um por si, individualmente. Se, por exemplo, um Fisioterapeuta tiver razões para se dirigir ao governo ou empresa, para protestar ou reivindicar medidas, sozinho nada consegue. Mas muitos milhares de fisioterapeutas, devidamente organizados, seguramente conseguirão. O mesmo se passa quanto aos fisioterapeutas!

Há fisioterapeutas que só pensam em sindicalizar-se quando estiverem confrontados com problemas concretos. Isso é bem comum, mas, pode ser, porém, já tarde demais. O seu isolamento leva-os a formar idéias vagas e confusas perante posições difíceis, pois em algum momento anterior a entidade empregadora providenciou para que houvesse um deslize, uma ação ou uma omissão que vão prejudicar decisivamente a sua defesa.

Prevenir é sempre melhor que remediar. Os fisioterapeutas sindicalizados vão-se enriquecendo, de múltiplas formas, com vista à defesa dos seus interesses individuais e coletivos, devido às informações que o SINFITO lhes faz chegar. Estar sindicalizado é, por isso, um investimento numa organização dos e ao serviço dos fisioterapeutas, onde estes constituem o eixo central de toda a sua atividade e cujos benefícios se refletem no dia a dia da sua atividade profissional.

Endereço dos Sindicatos: acesse aqui

 

Entidades de Classe

Entidades de classe

Conhecer as ENTIDADES DE CLASSE e o papel de cada uma é de fundamental importância para que não fiquemos simplesmente resmungando palavras que não levarão a nada. Todas as profissões terão as suas características e a FISIOTERAPIA não foge a regra.

Estaremos nos próximos dias dissertando sobre cada uma dessas tão DESCONHECIDAS por todos nós. Nosso objetivo não é de PROTECIONISMO, mas de ESCLARECIMENTO frente a inúmeros absurdos que costumamos ouvir e vivenciar na vida acadêmica e profissional. CENTROS ACADÊMICOS, CONSELHOS, SINDICATOS, COOPERATIVAS, ASSOCIAÇÕES, FEDERAÇÕES E CONFEDERAÇÕES constituirão o conteúdo de nosso blog nos próximos dias.

Todas as críticas serão aceitas, afinal estamos num espaço público ,contudo, reflita antes de comentar, apresente alternativas, seja pró-ativo. Somente assim teremos um debate de alto nível, eficiente e eficaz.

Consulta Fisioterapêutica, mais uma conquista.

consulta fisioterapia

O caminho da autonomia dentro da Fisioterapia vem sendo percorrido desde os primórdios de nossa profissão. O Fisioterapeuta, profissional de nível superior, respaldo pelo  DECRETO LEI N. 938, DE 13 DE OUTUBRO DE 1969 vem evoluindo anualmente no âmbito científico, cultural, político e empresarial conseguindo, assim, obter o espaço que lhe é permitido.

Desde o início de 2014 que uma das conquistas mais importantes dos últimos anos foi garantida pelo COFFITO, representado na figura de Dra.Marlene Izidro, Iaponira Pimental e Francimar Ferrari,  junto às OPS(Operadoras de Plano de Saúde). Essa conquista foi a CONSULTA FISIOTERAPÊUTICA, agora pertencendo ao ROL DE PROCEDIMENTOS DA ANS, ou seja, agora, obrigatória. Em nosso referencial de honorários(RNPF), essa aparece com o código “13106902″, na TUSS “50000144”. Os valores desse procedimento estão descritos em nossa tabela, contudo, a aplicação dos mesmos somente acontecerão com a união de nossa classe frente a negociações com as operadoras.

A FENAFISIO, entidade que representa as Associações de Prestadores de Serviços de Fisioterapia de todo o  Brasil, tem reunido-se sistematicamente na busca de compartilhar informações que proporcione aos Serviços de Fisioterapia uma justa remuneração.

Maiores informações no site:  www.fenafisio.com.br