APRECEFISIO REALIZA REUNIÃO SOBRE CAMED

reunião

A Aprecefisio(Associação dos Prestadores de Serviços de Fisioterapia do Estado do Ceará) reuniu-se ontem, 17/01/2014, para discutir um problema que vem acontecendo com a Operadora CAMED desde setembro/2013.  Essa, de maneira tácita, tenta reduzir os já baixos honorários pagos aos Prestadores de Serviços Fisioterapêuticos.

Mesmo depois de garantir de forma documental para a APRECEFISIO que os valores não seriam alterados, a CAMED  persuadiu várias empresas a assinarem um novo contrato que fere, não apenas o lado financeiro, mas fragiliza o tão desejado processo de UNIÃO que a classe dos fisioterapeutas tanto deseja. O fato é que várias empresas que não aceitaram tais medidas receberam cartas informando o seu descredenciamento em relação a prestação dos serviços e isso está previsto , em sua maioria, para o final de janeiro/2014.

Na história das profissões isso é somente mais uma vírgula, o fato é tão corriqueiro que seja a ser ridículo. Toda classe, seja de trabalhadores, seja de empresários, somente tem força se permanecer unida.  Dessa forma é que conseguiremos atingir os frutos de todo movimento associativista. Na Fisioterapia, não nos adiantará nos “pseudoespecializarmos” se não mantivermos o espírito de união acesso.

Concluímos  nossa reunião em decisão unânime, dos presentes,  de não aceitarmos qualquer tipo de retaliação vinda da CAMED ou de qualquer outra OPS, o que deve acontecer nos próximos meses, pois desde dezembro/2013 que a PETROBRAS já está emitindo cartas intituladas  “TERMO DE ACORDO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS” e que já descreve valores completamente fora da realidade observada em nosso Referencial Nacional  de Procedimentos Fisioterapêuticos(COFFITO).

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

2 thoughts on “APRECEFISIO REALIZA REUNIÃO SOBRE CAMED

  1. Quem aceita trabalhar por preços menores são exatamente os empresários do setor, e não os fisioterapeutas, que na verdade nem voz e nem vez possuem dentro dessas negociações de empresa/empresa… O fortalecimento da categoria só se consegue com o fortalecimento do PROFISSIONAL… Não é fortalecendo atravessadores, sejam eles fisioterapeutas ou não, que se vai conseguir o devido respeito… Se queremos respeito, temos que lutar pelo piso nacional de honorários, e baseados nesse piso, ai sim, fazer os cálculos de pagamento da atuação digna de um profissional… Em tempos de vacas tão minguadas como o que estamos passando, de onde vem o “lucro” de uma empresa senão do já tão minguado ordenado que recebe um colega fisioterapeuta?… Será mesmo que a luta dos empresários do sistema é a mesma luta dos profissionais fisioterapeutas por uma remuneração justa?… Ficam aqui os meus 20 centavos.

    • Acredito que uma das tarefas mais difíceis para no mercado é quando vamos pagar o salário de um colega de nossa própria classe. Não vejo nenhum problema em ter lucro em determinado serviço prestado. Essa palavra parece ser um “palavrão” para alguns, mas nada mais é que o resultado de um bom trabalho prestado e bem remunerado. Infelizmente, dentro da realidade da profissão de Fisioterapeuta, a grande maioria de nós desconhece o quanto “custamos” para as empresas que oferecem tais serviços. Observo que muitos colegas trabalham em sistemas de cooperativas, outros sem carteira assinada, outros como autônomos e poucos como empresários. Muitas vezes, empresas que funcionam em hospitais não apresentam os mesmos custos fixos que empresas com prédio próprio ou alugado. Só um detalhe, em relação ao comentário do colega Jefferson Catunda, acho que boa parte dos fisioterapeutas empresários trabalham também como fisioterapeutas de suas próprias empresas, ou seja, ele, assim como o empresário, aceita os valores que são pagos pelas operadoras.

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