Eu adoro minha budega

SONY DSCFui convidado para ser professor durante um período em minha vida. Na época, já tinha uma clínica que havia construído juntamente com minha esposa, também fisioterapeuta, e tínhamos um fluxo constante de atendimentos diários.

Com o objetivo de contribuir mais com minha profissão, fui lá. Pensava que com minha experiência de mercado e junto com as habilidades que desenvolvi poderia contribuir para o crescimento de minha tão amada profissão.

Após o primeiro ano, o dito colega chega e diz: – Luis, você precisa fazer um mestrado.

De imediato respondi que não podia, pois não tinha tempo para tal. Ele insistiu: – Será bom para você, você vai adquirir novos conhecimentos na área. Mais um vez disse que não podia, pois, o que a gente estuda no mestrado não é necessariamente o que a gente aplica no cotidiano, respondi que o mestrado deveria ser feito para os pesquisadores que tinha o real interesse em seguir a vida acadêmica e não a de profissional liberal.

A conversa continuava e comecei a me sentir pressionado com a seguinte frase: – A faculdade precisa de alguém com mestrado, se você não fizer colocará seu emprego em risco. Nesse momento, vi que meu chefe também estava sendo pressionado a me convencer e tantos outros que lá estavam na mesma condição e que a instituição tinha um déficit de títulos e não de bons professores. Tais títulos, seriam necessários para determinados objetivos desejados pela instituição e não pelos colegas.

De repente veio um ensinamento de Maquiavel e respondi: – Faço meu trabalho com maestria, mas, meu reino não é esse. Eu não construí esse lugar. Só posso realmente confiar naquilo que depende de mim. Se um dia, essa ou qualquer instituição não precisar mais de mim não adiantará eu ser seu amigo ou ter me dedicado tanto dentro de minha profissão para conseguir uma autonomia profissional, serei descartado da mesma forma.

Coincidência ou não, depois que saí desse instituição, por livre vontade, nunca mais fui chamado para nada. E seguimos assim nosso caminho.

Reflitam meus amigos: às vezes somos reis, às vezes peões (Napoleão Bonaparte).

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

O que é verdade?

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Mestre, o que é verdade?

– É aquilo que vai acontecer

– Mas, muitas coisas vão acontecer.

– Não, muitas coisas podem acontecer, é diferente.

– Pois me diga uma verdade

– Você um dia morrerá.

– Então, devo buscar a morte?

– Não, ai você seria tolo.

– Devo esperar que a morte quando mais velho.

– Ela simplesmente chega. Seja amigo da morte.

– Não entendi

– Morremos um pouco todos os dias. Diariamente a ciência tenta prolongar mais e mais a nossa vida, a fé nos estimula a continuar nossa batalha e nos acalenta quando perdemos alguém, pois assim, temos a esperança que um dia iremos nos encontrar novamente.

– Entendi

– Já que morte é inevitável, faça cada segundo de sua vida valer a pena, pois somente o pensamento é eterno.

– E por onde começo?

– Pergunte a você.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Eliminando Operadoras de Planos de Saúde

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Trabalhar com Operadoras de Planos de Saúde é algo inevitável. A grande maioria da população brasileira mal pode pagar um plano de saúde, imagine, um tratamento particular de Fisioterapia.

Isso não significa que devemos permanecer estáticos, lamentando diariamente que os valores não são corrigidos e procurando culpa em sei lá quem. Comparo o trabalho com OPS com uso do “sal”, que ajuda a temperar os primeiros anos como profissionais, mas, após incorporado em nosso cotidiano, nos consome em trabalhos burocráticos intermináveis para o pedido de autorizações, envio de guias e preparo de recursos de glosa.

O segredo para sair desse ciclo não está na escolha de nenhum método fantástico ou caro para se trabalhar. Muitos desses, tornam-se inacessíveis e para que possamos transformá-los em dinheiro precisaremos, não apenas do conhecimento técnico, ou de uma sala bem arrumada.

Então, por onde começar? O que devo fazer para não ficar a mercê dos vampiros da saúde que sugam a força de trabalho de milhares de Fisioterapeutas no Brasil? A palavra, é simples e curta: GESTÃO!!

Identificar:

• Público alvo,

• Custos fixos e variáveis,

• Estratégias de marketing,

• Como será o fluxo de caixa,

• Qual faixa de preço deve-se ou pode-se cobrar,

• Quem será a concorrência,

• Quais são os modismos

Esses são apenas alguns dos itens que o Fisioterapeuta Empresário deve conhecer e praticar. Tudo que fora mencionado acima, deve ser aplicado de forma pragmática, longe das paixões que cercam nosso cotidiano. Esse estudo é constante e sempre deve retroalimentar-se de mais informações sobre a rotina do trabalho diário.

A partir do momento que você se conhece, conhece o seu cliente e conhece como a operadora trabalha, você poderá aos poucos não depender mais dessa “cesta de ovos”. Mas para que isso ocorra é necessário colocar o medo e o comodismo no local certo.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Uma reflexão sobre a Fisioterapia

fisioterapeutas

Nos últimos 20 anos tenho observado a população exigindo cada vez mais que os serviços de Fisioterapia se renovem, evoluam, se estruturem, enfim, estejam prontos para atender a grande demanda existente. Mas, diariamente escuto queixas sobre tais serviços oferecidos por clínicas e hospitais da rede privada. Por inúmeras vezes recebi pacientes queimados por equipamentos mal utilizados, outros com o quadro piorados depois de iniciar a Fisioterapia, vários com subluxações vertebrais ou estiramentos ligamentares por manipulações erradas da coluna e quase todos dizendo a mesma coisa: “Eu não acredito que a Fisioterapia possa fazer algo por mim”.

É realmente lastimável que grande parte da população não consiga ter acesso aos SERVIÇOS PROFISSIONAIS DE FISIOTERAPIA. Afirmo, sem pestanejar, que hoje mais de 80% dos SERVIÇOS PRIVADOS DE FISIOTERAPIA estão funcionando através de mão-de-obra não especializada, ou melhor, MÃO-DE-OBRA ILEGAL.

São AUXILIARES DE FISIOTERAPIA, que usam “branco” e se espalham diariamente em vários ambientes ditos como seguros para a realização dos tratamentos Fisioterapêuticos. Cabe ao CREFITO fazer valer a lei e proteger a população dessa prática, cabe a população negar-se a esse tipo de atendimento denunciando tais locais e cabem aos acadêmicos que desejam sobreviver dessa profissão não se submeterem a essa prática.

Os planos de saúde, enquanto cobram verdadeiras fortunas aos seus associados, não respeitam os profissionais Fisioterapeutas e pagam valores ridículos que dificultam a profissionalização dos serviços que “atendem por convênio”. Cria-se daí um ciclo: Como eu não recebo eu não ofereço o serviço. O usuário que resolva.

Se você, leitor, deseja usufruir de um serviço de Fisioterapia Profissional não aceite ser atendido por auxiliares que sem nenhuma responsabilidade técnica expõe vossa saúde a riscos desnecessários. Procure o CREFITO (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) de sua cidade e peça informações sobre os serviços que estão dentro dos padrões exigidos.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

As inquilinas

Duas amigas procuravam um local para morar. A INVEJA e a ATITUDE perambulavam pelo mundo procurando o CORAÇÃO DOS HUMANOS para viver.

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Luis Henrique Cintra Fisioterapeuta Consultor de Negócios

A INVEJA, mais astuta, sempre conseguia morada, fosse nas crianças, nos jovens ou nos velhos. Ela entrava e ficava dormindo, dessa forma não incomodava ninguém, passando, sempre, como desapercebida.

A ATITUDE, mais jovem, não entendia o porque de toda a sua dificuldade para conseguir um lugar. Todos elogiavam as intenções. Ninguém assumia que tinha a INVEJA no coração, mas ela sabia que essa sempre estivera presente.

Cansada de tentar em vão, foi conversar com a bruxa SENSATEZ que diziam ser imortal. Ao vê-la, ela sentiu um arrepio de medo, até um certo nojo. A velha, curvada pelos anos e cheia de cicatrizes, jogava migalhas aos pássaros.

– Preciso de sua ajuda

– Claro minha filha. O que deseja?

– Quero entrar no coração dos homens que é habitado pela INVEJA.

– Entendo. Você parece determinada.

– Sim eu sou.

– Mas vaidosa também.

– Leve esse remédio e tome 3 porções antes de entrar no coração dos homens que você conseguirá seu feito.

A ATITUDE agradeceu e levou a porção consigo. Antes de entrar, ela deu um gole e cuspiu uma parte blasfemando:- Que gosto horrível, mas deve ser o suficiente, afinal eu sou, eu posso, eu consigo. Logo na entrada do coração a besta-fera, INVEJA, acordou e a escorraçou de lá.

Humilhada e bastante nervosa a ATITUDE foi discutir com a SENSATEZ:

– Sua velha, você mentiu pra mim!

– Não, ATITUDE, você é que tentou me enganar

– Como assim? Eu vim lhe pedir ajuda e de nada adiantou.

– Você tomou o primeiro gole da porção e não quis repeti-lo, não foi mesmo?

A ATITUDE ficou desconcertada com a afirmativa da velha. – Como você sabe disso? Eu estava sozinha, alguém lhe contou.

A velha começou a rir. – Sabe essas cicatrizes que lhe causam nojo, elas foram feitas por pessoas como você que aparecem cheias de boas intenções, mas que no fundo não seguem o que eu falo. Você é mais uma apenas. Vá lá e faça o que mandei, você conseguirá atender às suas necessidades.

A ATITUDE fez o que a velha ordenou. Ao terminar o terceiro gole, embora sentindo um amargo terrível na boca ficou mais calma. Entrou no coração dos homens e não despertou a INVEJA Ela voltou para sua mestra sorrindo e pulando e disse: – Agora que entrei, eu quero expulsá-la.

– Isso é impossível, deixei-a dormindo apenas. É suficiente. Mas nunca esqueça do remédio.

A ATITUDE reconheceu o poder do remédio e resolver ver o que estava escrito no rótulo: DISCRIÇÃO. Desde então os homens SÁBIOS que tem ATITUDE sempre devem recorrer a SENSATEZ para saber usar A DISCRIÇÃO em suas ações, pois a INVEJA pode ser acordada a qualquer momento.

A concorrência na Fisioterapia

perfil

Diariamente converso com colegas que alegam que a concorrência é desleal, ou seja, nenhuma novidade. Prefiro dizer que na realidade a concorrência não é desleal, mas desinformada, e isso parece estar bem relacionado ao velho e rotineiro assunto, o MEDO, sim, temos medo daquilo que não conhecemos, daquilo que vive no imaginário. Preferimos calcular o nosso preço não no “valor” de nosso serviço mas no “preço” que nosso vizinho aplica.

A experiência mostra que clientes de uma clínica de Fisioterapia não frequentam o local necessariamente pelo preço de seus serviços, e sim, pela facilidade de seu acesso.Trânsito, má comunicação, atendimento fora do horário, equipamentos quebrados ou equipe mal treinada faz o cliente perder algo mais importante que dinheiro, o faz perder TEMPO. Expandindo o raciocínio, o faz perder parte de sua vida “esperando” que o serviço de Fisioterapia seja realizado.

Estudos mostram que os clientes de uma determinada clínica habitam ou trabalham num raio de 3 km daquele local. Ninguém vai rodar 10 km para ter um desconto de R$ 20,00 ou R$ 30,00, principalmente no que diz respeito a tratamentos seriados, pois, como já definimos acima, a “perda de tempo” não justifica.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra

Os barquinhos

SONY DSCEra uma vez um barquinho chamado CONHECIMENTO. Conhecedor dos 7 mares ele ficava horas imaginando como seria entrar mar a dentro, pois, como se dedicava muito na busca do saber não tinha tempo para praticá-lo.

Certo dia surgiu uma jangada chamada PRÁTICA. Essa sim, realizava todas as manobras no mar e logo chamou a atenção do CONHECIMENTO. Ela, embora muito decidida, não sabia como chegar aos seus objetivos, pois preocupava-SE somente na realização das manobras marítimas e nunca com o planejamento.

Os 2 começaram a namorar e as coisas corriam bem, mas a VAIDADE que andava perambulando solitária pelo mundo seduziu os 2 com um mapa muito bonito chamado IMPETO. Esse era tão poderoso que cegava e ensurdecia quem o utilizasse.

O CONHECIMENTO foi o primeiro a ser fisgado. Dizia ele, agora, não depender mais da PRÁTICA. Porém, bastou uma tempestade branda que esse quase naufragou. Com muito esforço conseguiu chegar em terra firme.

A PRÁTICA resolveu se aventurar muitas milhas da costa. O IMPETO substituiria o CONHECIMENTO, e isso seria suficiente, mas se viu perdida sem saber como voltar. Foi por pura sorte que um vento a jogou em terra firme depois de 1 semana a deriva em alto mar.

Um tempo depois um sábio ouvindo a história de amor se desfazer pela VAIDADE passou a aconselhar os jovens lhe entregando um talismã chamado HUMILDADE. Dividido em 2 partes iguais o mesmo só teria poder se ambos permanecessem juntos. Quando o CONHECIMENTO e PRÁTICA não andam de mãos dadas surge a VAIDADE mostrando que o IMPETO é o melhor caminho, mas ainda bem a HUMILDADE os mantém unidos para navegarem sem parar levando paz e harmonia para toda a humanidade.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra

Caminhando juntos

fisioterapeuta

A história das profissões é tão antiga quanto a história da humanidade. Somos o que resolvemos fazer diariamente. Assim sendo, nossas atividades profissionais vão muito além de meras ocupações para gerar dinheiro, mas caracteriza o nosso papel no mundo.

Atualmente, a Fisioterapia no Brasil está em franca evolução. Não me limitarei, aqui, em descrever avanços científicos, pois esses já são bem notórios, mas de conquistas políticas e sociais que nos firmam como verdadeiros profissionais da saúde.
Se um dia fomos técnicos, hoje não mais. Se um dia dependemos de encaminhamentos com receitinhas, hoje não mais. Se um dia éramos “empregados” que tínhamos que seguir o que o “chefe” mandava, hoje somos PROFISSIONAIS LIBERAIS, FISIOTERAPEUTAS EMPRESÁRIOS que geram emprego e renda, contribuindo, dessa forma, para o crescimento de nosso país.

O MOVIMENTO ASSOCIATIVO NA FISIOTERAPIA é uma realidade, e AQUELE QUE NEGLIGÊNCIA ISSO perderá uma excelente oportunidade de VERDADEIRAMENTE CONTRIBUIR para NOSSA PROFISSÃO. Pensamentos podem até inspirar, palavras, podem até convencer, mas somente gestos consolidam nossos planos.

Não devemos esperar a atitude ou o exemplo de ninguém para criarmos nossa independência. Pois, isso, na essência já é uma dependência.

Por tudo isso faço aqui o meu apelo a todos os ACADÊMICOS, COORDENADORES DE CURSO, FISIOTERAPEUTAS E EMPRESÁRIOS DA FISIOTERAPIA – VAMOS CAMINHAR JUNTOS, POIS, CONQUISTAS ISOLADAS SÃO MOMENTÂNEAS, MAS CONQUISTAS COLETIVAS SÃO ETERNAS.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra